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Medidas para transformação digital impulsionam 'startups', diz ministro

O ministro da Economia afirmou hoje que as novas E-Residêncy (identidade digital), uma versão mais atualizada do Startup Hub, o Balcão do Empreendedor e o programa +CO3SO Digital, vão impulsionar o ecossistema de 'startup' no país.

Medidas para transformação digital impulsionam 'startups', diz ministro

O E-Residency 2.0 surge no topo das prioridades do Governo liderado por António Costa para o empreendedorismo em Portugal a par de uma proposta da Startup Portugal, que espera ter "o potencial para atrair mais de cinco mil destes cidadãos e impulsionar a economia e o perfil internacional do país", explicou o Ministério da Economia no primeiro dia da Semana Digital que termina na sexta-feira.

Na cerimónia de apresentação das novas instalações da Startup Portugal e das novas medidas, Pedro Siza Vieira enfatizou as diferentes medidas agora anunciadas, lembrando que "a transição digital é um grande desafio, mas é também uma grande oportunidade".

O E-Residency consiste em criar um programa de residências eletrónicas, que permitirá aos beneficiários acederem a serviços públicos, serviços bancários e a todas as condições necessárias para a criação 'online' de empresa com contribuinte português, lê-se no comunicado.

Paralelamente ao programa de residências digitais, e também para complementar iniciativas como o Startup Visa, o Tech Visa, e a campanha Sign Up for Portugal, a Startup Portugal vai criar o 'One Stop Shop', um Balcão do Empreendedor dedicado a cidadão estrangeiros.

A medida implica traduzir para inglês os 'websites' do Governo que ainda não estejam disponíveis dessa forma e montar um sistema que junte toda a informação e documentação legal necessária em bilingue, de forma a melhor apoiar e acompanhar o processo de estabelecimento de um negócio em Portugal.

Quanto ao Startup Hub, este tem uma versão mais atualizada e oferece agora uma série de vantagens às 'startup' que se registarem, fruto de parcerias com a Aptoide, a Amazon Web Services, a Ernst & Young, a Revolut Business, a Bizay (360Imprimir), a InvoiceExpress e a ShopKit.

Na cerimónia de hoje, a Startup Portugal também assinou um protocolo com a Autoridade Tributária para ter acesso a indicadores chave sobre iniciativas privadas de base tecnológica a operar no país, algo que permitirá um melhor mapeamento do ecossistema de 'startup' e das suas necessidades mais prementes, sem que se viole a privacidade.

Além disso, foi anunciado o programa +CO3SO Digital, parte da iniciativa +CO3SO (Construir e Consolidar Sinergias e Oportunidades), desenhado para promover o desenvolvimento do interior de Portugal através da modernização dos setores primário e secundário, pelas ligações entre tecnológicas e empresas tradicionais e criação de postos de trabalho qualificados, fruto de um investimento de cerca de 76 milhões de euros.

À margem da cerimónia, o ministro de Estado, da Economia e da Transformação Digital desafiou as autoridades públicas, as associações empresariais e o setor privado a "motivarem-se o mais possível" para as oportunidades que se abrem com o desafio da transição digital.

"Julgo que todos nós percebemos que a transição digital é um grande desafio, mas é também uma grande oportunidade", disse o governante.

"Como autoridades públicas, associações e setor privado, o que podemos fazer é motivamo-nos o mais possível para a dimensão de oportunidade e de desafio" da transição digital, disse Siza Vieira falando à margem da cerimónia.

O governante referiu ainda que é fundamental que se dê a todas as pessoas "as condições para poderem trabalhar e viver nesta nova sociedade em aceleração, tão importante, de tal maneira que as pessoas e as empresas possam ter as melhores condições de prosperar nos próximos tempos".

O novo espaço Startup Portugal coordena a rede de incubadoras com sede em Portugal, bem como a estratégia nacional de empreendedorismo e de inovação.

"Vamos marcar isso com novos apoios aos empreendedores, designadamente com a possibilidade de disporem de espaço de armazenamento na nuvem, de forma gratuita, e de terem outros serviços, também gratuitos", salientou o governante.

Além da apresentação das novas instalações da Startup Lisboa, no Ministério da Economia, na cerimónia a que o governante presidiu, estiveram presentes os secretários de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, e dos Assuntos Fiscais, António Mendes.

Na sua intervenção, Siza Vieira considerou que se está "num momento de aceleração à escala global".

"Somos capazes de fazer coisas extraordinárias a partir do 'smartphone' que temos no bolso [...] mas não concebíamos isso há 10 anos", apontou.

O governante disse ainda que a economia e a sociedade "vão recorrer às novas tecnologias, fazer negócios e colocar produtos à disposição dos consumidores, os quais vão fazer crescer a economia mundial" e advertiu para o facto de este ser "o mais crítico projeto de uma sociedade".

"Ou estamos preparados ou podemos ficar irremediavelmente para trás", realçou, adiantando que Portugal "está bem posicionado".

Falou também da característica portuguesa de "abertura e empreendedorismo", lembrou que houve uma melhoria das qualificações e que o ecossistema nacional tem "uma maior capacidade", advertindo, no entanto, para se continuar a fazer "um esforço" na qualificação dos recursos humanos.

O governante considerou ainda a transformação digital como uma oportunidade e um desafio para "uma maior coesão do interior do país" e lembrou que um quarto das empresas portuguesas têm "uma grande capacidade digital", que se compara com as melhores do mundo, mas que outra parte "não têm nada de digital".

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