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Wall Street fecha sem rumo depois de aviso da Apple

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direção no regresso de um fim de semana prolongado, com os investidores a verem a Apple a ser a primeira empresa a prevenir oficialmente que a epidemia do novo coronavírus lhe vai afetar as vendas.

Wall Street fecha sem rumo depois de aviso da Apple
Notícias ao Minuto

23:24 - 18/02/20 por Lusa

Economia Bolsa de Nova Iorque

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,56%, para os 29.232,19 pontos, e o alargado S&P500 perdeu 0,29%, para os 3.370,29.

Pelo contrário, o tecnológico Nasdaq avançou uns escassos 0,02%, para as 9.732,74 unidades, mas suficientes para estabelecer um novo recorde no fecho da sessão.

"A grande informação do dia foi evidentemente [o anúncio sobre os resultados] da Apple e tudo o que isso implica" quanto à amplitude das consequências económicas da crise provocada pela epidemia do novo coronavírus, observou Karl Haeling, de LBBW.

"Isto tudo continua muito fluido", mas os investidores "questionam-se se a economia chinesa não vai recuperar mais lentamente do que o previsto pelo mercado acionista até agora", acrescentou.

A Apple avisou na segunda-feira, dia em que Wall Street esteve fechada por ser feriado nos EUA, que não esperava atingir os seus objetivos de venda na China, devido ao aparecimento da epidemia do novo coronavírus, país em que o conglomerado tecnológico tem várias fábricas e realiza parte importante do seu volume de negócios.

A marca da maçã evocou simultaneamente as dificuldades de aprovisionamento em iPhones fabricados na China e uma procura dos seus produtos em contração, devido ao encerramento temporário dos seus armazéns no país.

O aviso sobre os resultados emitido pela Apple "não é, em si, uma grande surpresa, mas o facto de o ter feito tão cedo sugere que a amplitude do problema é maior do que se imagina", sublinhou Haeling.

Ilustrando as dificuldades encontradas pelas empresas estrangeiras, um inquérito da Câmara do Comércio de Xangai evidenciou que dois terços das 109 empresas norte-americanas instaladas no leste da China tinham retomado a produção industrial, mas que 78% delas não tinham trabalhadores suficientes para fazer funcionar normalmente as suas linhas de produção.

"O vírus também podia afetar os negócios de outras empresas. Temos de esperar para ver o que acontece, em particular nos fabricantes de microprocessadores", avançou J.J. Kinahan, da TDAmeritrade. "Ainda não é o momento de carregar no botão 'pânico'", considerou.

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