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Saída de Isabel dos Santos da Efacec não vai afetar trabalhadores

A presidente da Câmara de Matosinhos disse hoje ter informações de que "rapidamente se procederá" à venda da participação da empresária angolana Isabel dos Santos na Efacec, salientando que não terá impacto nos postos de trabalho.

Saída de Isabel dos Santos da Efacec não vai afetar trabalhadores
Notícias ao Minuto

21:18 - 28/01/20 por Lusa

Economia Luanda Leaks

"As informações que tenho é que rapidamente se procederá à substituição de capitais [de Isabel dos Santos] sem que tenha nenhum impacto na situação laboral", afirmou Luísa Salgueiro durante a reunião pública do executivo municipal.

A socialista respondia ao vereador da Proteção Civil e dos Transportes e da Mobilidade, José Pedro Rodrigues (PCP), que manifestou a sua preocupação com os trabalhadores da Efacec em função das alterações na estrutura acionista da empresa que têm vindo a público.

"Era importante a autarquia tomar a iniciativa junto da empresa de perceber a realidade concreta desta instabilidade", disse José Pedro Rodrigues.

Luísa Salgueiro adiantou que, na semana passada, falou com responsáveis da empresa a este respeito que lhe transmitiram ter "boas notícias" quanto à venda da participação de Isabel dos Santos.

A autarca realçou que esses responsáveis lhe passaram a ideia de um "cenário de grande tranquilidade", no sentido de estarem assegurados todos os postos de trabalho e de haver interesse no mercado para a substituição do capital da empresária angolana.

Assinalando que o processo está a decorrer com "serenidade", Luísa Salgueiro revelou ainda que um grupo de trabalhadores fez um pedido de reunião à câmara, pedido esse que acabou por ser retirado.

Os trabalhadores da Efacec exigiram hoje que o Governo tome "as medidas necessárias" para defender os 2.600 postos de trabalho do grupo, rejeitando que o atual "momento conturbado" seja "pretexto" para uma maior degradação dos seus direitos.

"Registam os trabalhadores a preocupação do primeiro-ministro, António Costa, que em declarações à imprensa se mostrou muito preocupado com a situação da Efacec. Exigimos do primeiro-ministro e do Governo de Portugal que ajam em conformidade, que tomem as medidas necessárias para a defesa dos mais de 2.600 postos de trabalho e para que a Efacec continue a ser uma empresa nacional e de referência", sustentam os trabalhadores dos polos da Arroteia (Matosinhos) e da Maia numa moção aprovada hoje em plenário por unanimidade.

Apelando ao executivo para que "não contribua para a degradação dos postos de trabalho e para a retirada de direitos", os trabalhadores recordam António Costa que, "em novembro de 2017, o Site-Norte [Sindicato das Indústrias Transformadoras e Energia do Norte] e as suas comissões sindicais lhe enviaram uma carta demonstrando preocupação com o que se passava na Efacec, carta [essa] que, até à data, não obteve qualquer tipo de resposta".

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou em 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de 'Luanda Leaks', que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

De acordo com a investigação do consórcio, do qual fazem parte o Expresso e a SIC, Isabel dos Santos terá montado um esquema de ocultação que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para uma empresa sediada no Dubai e que tinha como única acionista declarada Paula Oliveira.

Na quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República angolana anunciou que Isabel dos Santos foi constituída arguida num processo em que é acusada de má gestão e desvio de fundos da companhia petrolífera estatal Sonangol e que visa também portugueses alegadamente facilitadores dos negócios da filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

Isabel dos Santos disse estar a ser vítima de um ataque político e sustentou que as alegações feitas contra si são "completamente infundadas", prometendo recorrer à justiça.

A investigação revela ainda que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no EuroBic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal acionista, foi esvaziada e ficou com saldo negativo no dia seguinte à demissão da empresária da petrolífera angolana.

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