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Angola tem de fortalecer o combate à corrupção"

A analista de assuntos económicos com o pelouro de África nas Nações Unidas Helena Afonso considerou hoje à Lusa que é preciso "fortalecer o combate à corrupção" em Angola para melhorar o ambiente económico e atrair investimento.

Angola tem de fortalecer o combate à corrupção"
Notícias ao Minuto

11:25 - 27/01/20 por Lusa

Economia ONU

"Tem havido esforços renovados para atrair investimento estrangeiro, mas há uma clara necessidade de melhorar a administração, regulação e capacidade institucional no país", disse Helena Afonso.

Em entrevista à Lusa na semana em que foram divulgadas as previsões da ONU para a economia mundial, a especialista com o pelouro de África no departamento de assuntos económicos da ONU vincou que "o combate à corrupção deve ser fortalecido, a fim de promover um ambiente económico e regulatório mais propício à atividade de investimento".

A ONU prevê que Angola mantenha o crescimento económico negativo neste ano, recuperando depois para uma expansão de 1,5% em 2021.

"A economia angolana está em recessão e estimamos que esta continue em 2020, fruto da queda na produção de petróleo e das dificuldades em atrair investimento estrangeiro", apontou a economista, argumentando que a previsão de regresso ao crescimento no próximo ano justifica-se com a "recuperação da procura interna, especialmente do consumo privado", mas ainda assim que "o PIB per capita continuará a contrair pelo sétimo ano consecutivo".

Questionada sobre a política orçamental seguida pelo Governo de João Lourenço e a relação com a evolução da economia, Helena Afonso salientou que "as políticas orçamentais e monetárias estão gradualmente mais proativas no sentido de incentivar a atividade económica" e destacou que, "em particular, as despesas fiscais deverão aumentar em 2020, à medida que o Governo procura apoiar atividades económicas não petrolíferas e levar a cabo investimentos sociais".

No entanto, concluiu, "a falta de receitas e os custos relativamente altos do serviço da dívida limitam a capacidade fiscal" e a inflação, que deverá manter-se nos "17% em 2020, continuará a limitar a política monetária".

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