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Só uma das empresas concorrentes é capaz de contruir Hospital do Alentejo

Oito empresas manifestaram interesse em construir o novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, num investimento de 180 milhões de euros, mas apenas uma cumpre todos os requisitos, segundo um relatório preliminar do concurso público.

Só uma das empresas concorrentes é capaz de contruir Hospital do Alentejo
Notícias ao Minuto

14:54 - 20/01/20 por Lusa

Economia Hospital do Alentejo

O relatório preliminar da fase de qualificação "identifica uma empresa, a Acciona, como a única que cumpriu todos os requisitos exigidos no concurso", revelou hoje à agência Lusa o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo.

Segundo o responsável, o relatório preliminar, elaborado após uma reunião do júri, já foi enviado às empresas concorrentes para, se assim o entenderem, se pronunciarem no prazo de cinco dias úteis.

"Os concorrentes ainda podem apresentar alguma justificação que permita não haver o processo de adjudicação, embora não tenham cumprido com os requisitos exigidos", assinalou o presidente da ARS do Alentejo.

Após vários avanços e recuos, ao longo dos últimos anos, o concurso público internacional para a construção do novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, foi lançado no dia 14 de agosto de 2019.

A construção do novo hospital envolve um montante total superior a 180 milhões de euros, uma vez que aos 150 milhões de investimento previsto, incluindo 40 milhões de fundos europeus, acresce 23% do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

José Robalo indicou que, após a fase de auscultação das empresas, o júri voltará a reunir-se para produzir o relatório final e, nessa altura, "já haverá a escolha de um concorrente".

"A partir desse momento, segue para o Tribunal de Contas para que seja avaliado de forma prévia, antes de a adjudicação, e, se tudo correr dentro da normalidade, provavelmente, o processo de adjudicação poderá ser feito antes do final do primeiro semestre" deste ano, disse.

O Hospital Central do Alentejo, a construir na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais.

Esta capacidade pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.

A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

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