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Luanda Leaks "é um tsunami que se abate sobre Isabel dos Santos"

Marques Mendes comentou a investigação mundial feita sobre os negócios de Isabel dos Santos.

Luanda Leaks "é um tsunami que se abate sobre Isabel dos Santos"

Luís Marques Mendes comentou, no seu espaço semanal na SIC, a investigação mundial levada a cabo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) sobre a forma como Isabel dos Santos construiu a sua fortuna. "Isto parece um tsunami. Um verdadeiro tsunami mediático que se abate sobre Isabel dos Santos. Ela já estava cercada pela justiça angolana depois das decisões do final do ano passado relativamente ao arresto de vários bens e agora fica literalmente cercada, porque é o ponto de vista judicial e o ponto de vista mediático", começou por dizer o comentador.

De acordo com o social-democrata, a investigação terá "consequências das mais benignas para as mais pesadas".

"Ela já não era uma figura popular nem em Angola, nem fora de Angola, agora torna-se altamente impopular, mas isso provavelmente é o menor dos problemas. Do ponto de vista das suas empresas - tem empresas um pouco por todo o mundo - vai ser uma enorme dor de cabeça geri-las nestas circunstâncias, sobre estas suspeitas todas. É uma dor de cabeça porque são ativos tóxicos".

Elencando as "consequências mais pesadas", Marques Mendes refere que Isabel dos Santos "já estava sobre a mira das autoridades judiciais angolanas" e que "a partir de agora o mais provável é que passe a ter também as autoridades regulatórias e judiciais do mundo inteiro". "Obviamente também em Portugal, um pouco por todo o lado", acrescentou.

"Não colhe muito à última hora fazer-se de vítima, arvorar-se um pouco em vítima, como se tem visto no conjunto de entrevistas que tem dado ao longo das semanas e nas redes sociais" porque "aos olhos da opinião pública é vista como ré e não como vítima, é vista como privilegiada e não como perseguida", referiu. Para o antigo líder do PSD, "é um problema muitíssimo sério para Isabel dos Santos". 

Questionado sobre o que resta à empresária fazer agora, Marques Mendes explicou que "tem de distinguir entre Angola e fora de Angola, porque em Angola provavelmente só tem uma saída que é tentar negociar com as autoridades". "Agora, o negociar em Angola não vai resolver problemas que tem noutros países, porque as autoridades judiciais e regulatórias de outros países não deixam de ter a sua autonomia, a sua independência e não estão necessariamente dependentes daquilo que é Angola", disse ainda.

Sobre a relação de Isabel dos Santos com Portugal, o comentador recordou que a empresária "tem um império significativo, uma presença muito importante e significativa no tecido empresarial em grandes empresas". "Julgo que há um caso mais delicado, mais crítico, mais sensível, que é o do Eurobic, onde é acionista. Porque um banco não é uma empresa qualquer, é uma instituição muito sensível e provavelmente o mais prudente será que as autoridades portuguesas - seja ao nível do Governo, seja ao nível do Banco de Portugal - conversem com rapidez com Isabel dos Santos na perspetiva de ela vender a sua participação", garantiu.

Denominado 'Luanda Leaks' o projeto de investigação revela que, por exemplo, Isabel dos Santos, durante o último terço do seu mandato à frente da petrolífera estatal angolana, a Sonangol, transferiu em nome da empresa, pelo menos, 115 milhões de dólares de fundos públicos para a conta de uma empresa off-shore no Dubai. Foram mais de 715 mil ficheiros analisados e que desconstruíram a forma como Isabel dos Santos fez fortuna ao longo das últimas décadas. Nesta investigação do ICIJ estiveram, além de outros 36 meios de comunicação, o jornal Expresso e a SIC.

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