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Trabalhadores do Pingo Doce exigem aumento salarial de 90 euros em 2020

O sindicato dos trabalhadores do comércio entregou hoje o caderno reivindicativo ao Pingo Doce/Jerónimo Martins, que inclui a exigência de um aumento salarial de 90 euros, e lamentou que a empresa se recuse a negociar com a estrutura.

Trabalhadores do Pingo Doce exigem aumento salarial de 90 euros em 2020
Notícias ao Minuto

17:13 - 17/12/19 por Lusa

Economia Pingo Doce

Pelas 14:35, uma delegação sindical com perto de dez pessoas concentrou-se em frente à sede do Pingo Doce, no Campo Grande, em Lisboa, sendo que, pouco depois, quatro elementos entraram no edifício para entregar o caderno reivindicativo para 2020.

"Os trabalhadores aprovaram estas reivindicações que entregámos, infelizmente, na portaria do edifício do Pingo Doce, porque não houve ninguém que nos chamasse para dizer umas palavras", afirmou, em declarações à Lusa, a presidente da direção do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Conforme indicou Isabel Camarinha, o sindicato fez também chegar à empresa uma proposta de reunião para 10 ou 14 de janeiro, mostrando-se ainda disponível para qualquer outra data que seja conveniente para o Pingo Doce/Jerónimo Martins.

Entre as exigências dos trabalhadores está um aumento mensal de 90 euros, de modo a que o salário mais baixo na empresa possa atingir os 850 euros, o aumento do subsídio de alimentação para seis euros, a reclassificação dos trabalhadores a exercer funções de categoria superior à sua, o pagamento do subsídio de domingo aos trabalhadores em regime parcial, a redução imediata para 39 horas semanais de trabalho e o encerramento aos domingos e feriados.

Por outro lado, os funcionários reclamam o fim das pressões e assédio, melhores condições de saúde e segurança, fardamento e material de trabalho apropriado, 25 dias de férias e o cumprimento integral do contrato coletivo de trabalho.

"Infelizmente, já há bastantes anos que o Pingo Doce se recusa a reunir com o CESP para debater os problemas e as reivindicações dos trabalhadores, mas esperamos que este ano as coisas se possam ter alterado", afirmou Isabel Camarinha.

De acordo com a sindicalista, o Pingo Doce já se recusou a negociar com o CESP, mesmo após ter sido notificado pelo Ministério do Trabalho para uma reunião no âmbito da prevenção de conflitos.

"Não compareceram à reunião, que foi duas vezes convocada, e preferiram pagar uma multa", referiu.

Trata-se de uma empresa "com lucros de milhões" e que paga salários "muito baixos". Por exemplo, um operador especializado, que tem mais de nove anos na empresa, recebe entre 627 euros e 650 euros, notou a presidente da direção do sindicato afeto à CGTP.

Por outro lado, de acordo com a mesma estrutura sindical, sempre que a empresa cedeu às exigências dos trabalhadores, utilizou critérios internos e discriminatórios, deixando de lado "uma fatia grande" dos funcionários.

"Os trabalhadores já nos fizeram sentir que estão determinados em continuar a luta para que as reivindicações sejam satisfeitas. Portanto, se a empresa não der resposta e aquela que consideramos que deve dar, vamos ver com os trabalhadores as formas de luta, que poderão ser diversificadas", garantiu Isabel Camarinha.

Os dados disponibilizados pelo CESP indicam que a empresa tem cerca de 30 trabalhadores, sobretudo, mulheres.

A Lusa tentou contactar a Jerónimo Martins, mas, até ao momento, não obteve uma resposta.

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