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Atividade nos mercados de câmbios e derivados cai em Portugal

O valor médio de transações diárias no mercado cambial português diminuiu 26%, para 1.668 milhões de dólares (1.498 milhões de euros), em abril face ao mesmo período de 2016, em contraciclo com o aumento mundial de 30%, segundo o BdP.

Atividade nos mercados de câmbios e derivados cai em Portugal
Notícias ao Minuto

12:53 - 12/12/19 por Lusa

Economia mercados

Redação, 12 dez 2019 (Lusa) -- O valor médio de transações diárias no mercado cambial português diminuiu 26%, para 1.668 milhões de dólares (1.498 milhões de euros), em abril face ao mesmo período de 2016, em contraciclo com o aumento mundial de 30%, segundo o BdP.

Segundo os resultados do Inquérito Trienal à Atividade nos Mercados de Câmbios e de Produtos Derivados de 2019 divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), trata-se do segundo triénio consecutivo de contração no mercado de câmbios em Portugal, o que resulta do facto de "cerca de metade dos bancos portugueses" terem reduzido a sua atividade naquele mercado face a abril de 2016 e de a atividade bancária nacional em abril de 2019 ter sido "abaixo do normal".

Quanto ao mercado mundial de derivados sobre taxas de juro, em abril registou também em Portugal uma diminuição de 32%, com transações médias diárias de 170 milhões de dólares - cerca de 152,7 milhões de euros - (249 milhões de dólares em abril de 2016), enquanto no mercado mundial foram transacionados diariamente, em média, 6.501 mil milhões de dólares, mais 143% relativamente a abril de 2016 (3.824 mil milhões de dólares).

Coordenado pelo Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) e com a participação de vários bancos centrais e outras autoridades de 53 jurisdições, o inquérito incidiu sobre as operações transacionadas em balcão no mercado de câmbios ('spot', 'outright forwards', 'foreign exchange swaps', 'currency swaps', opções 'over-the-counter' -- OTC e outros instrumentos relacionados) e no mercado de derivados sobre taxas de juro ('forward rate agreement's -- FRA, 'swaps', opções OTC e outros instrumentos relacionados).

Em Portugal, o inquérito incorporou a resposta de 50 bancos, sendo que os quatro maiores representavam cerca de 75% da atividade nestes mercados.

As conclusões do trabalho apontam que, em abril de 2019, o valor de transações diárias no mercado de câmbios mundial se cifrou em 6.590 mil milhões de dólares (5.919 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 30% relativamente aos 5.066 mil milhões de dólares (4.550 mil milhões de euros) registados em igual período de 2016.

Por instrumento, o aumento das transações no mercado de câmbios mundial "é transversal a todo o tipo de operações, mas, em especial, nas operações 'spot', 'foreign exchange swaps' (FX swaps) e 'outright forwards'", continuando os 'FX swaps' a ser o produto mais transacionado a nível mundial, com 49% do valor diário médio transacionado em abril de 2019 (47% em abril de 2016).

Em Portugal, no mês em análise as transações diminuíram em todos os instrumentos, com exceção dos 'currency swaps', que não se alteraram. À semelhança do mercado de câmbios mundial, os 'FX swaps' foram também o produto mais negociado, representando 67% do valor diário médio das transações em abril 2019 (igual a abril de 2016).

Por localização geográfica, o Reino Unido continuou a liderar em valor de transações diárias (3.576 mil milhões de dólares), seguido pelos EUA (1.370 mil milhões de dólares), tendo estes dois países concentrado em abril cerca de 60% do valor diário médio transacionado no mercado de câmbios mundial (56% em abril de 2016), com destaque para o "aumento substancial" de seis pontos percentuais do Reino Unido.

Entre abril de 2016 e abril de 2019, o peso do conjunto dos países que compõem a área do euro decresceu no total das transações mundiais de 8% para 7%.

Por moeda, em abril de 2019, quer a nível mundial, quer em Portugal, o dólar dos EUA continuou a ser a moeda mais negociada, correspondendo a 88% e a 91% do total das transações nestes mercados, respetivamente.

"O euro e o iene mantiveram-se como a segunda e a terceira moeda mais relevantes a nível mundial, embora, face a abril de 2016, o euro tenha tido um aumento marginal (0,9 pontos percentuais) por oposição ao iene cuja importância diminuiu 4,8 pontos percentuais", refere o BdP.

Em Portugal, o euro manteve-se como a segunda moeda mais transacionada, usada em 78% das transações, com o seu peso relativo a aumentar 12 pontos percentuais face a abril de 2016, enquanto a utilização do iene apresentou o valor relativo mais baixo desde abril de 2004.

Quanto ao mercado mundial de derivados sobre taxas de juro, e numa análise por instrumento, os 'swaps' mantêm-se em abril como os preferidos a nível mundial, seguidos pelos 'forward rate agreements', respetivamente com 64% e 29% do valor diário médio de transações.

Em Portugal, apesar de as transações diárias médias dos 'swaps' terem diminuído em relação a abril de 2016, o BdP nota que "o peso relativo deste instrumento aumentou substancialmente (13 pontos percentuais, para 93%), pelo segundo triénio consecutivo, o que é essencialmente explicado pela redução de atividade dos 'forward rate agreements'".

Por localização geográfica, em abril de 2019, o Reino Unido e os EUA continuavam a ser responsáveis pela maioria das transações mundiais, representando cerca de 82% das médias diárias (3.670 e 2.356 mil milhões de dólares, respetivamente), mas o peso do Reino Unido aumentou 11 pontos percentuais e o dos EUA diminuiu nove pontos percentuais.

No conjunto dos Estados-membros da área do euro, as transações diárias médias totalizaram 256 mil milhões de dólares em abril de 2019, tendo a importância relativa deste agregado diminuído de 8% em 2016 para 4% em 2019.

Por moeda, a nível mundial, em abril de 2019, o dólar dos EUA manteve-se a mais transacionada em operações de derivados sobre taxas de juro.

Segundo o BdP, em Portugal o valor das operações de derivados de taxas de juro denominadas em euros teve um peso relativo de cerca de 87%, enquanto o peso das transações envolvendo taxas de juro relativas a dólares dos EUA (12%) registou um aumento de nove pontos percentuais em relação a abril de 2016.

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