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Este ano, bolsa perdeu três cotadas e acompanhou tendência mundial

Mais três empresas deixaram a bolsa nacional em 2019 -- Transinsular, Compta e SAG -- e a Toyota Caetano anunciou a intenção de sair, uma tendência registada na "maioria das bolsas mundiais" nos últimos anos, de acordo com a Euronext Lisboa.

Este ano, bolsa perdeu três cotadas e acompanhou tendência mundial

"É errado pensar que este é um fenómeno nacional ou recente. A maioria das bolsas mundiais viu o número de empresas cotadas diminuir nos últimos anos. E isto acompanha o efeito da concentração de algumas empresas, extinção de outras e decisões de gestão", indicou fonte oficial da Euronext Lisboa, à Lusa.

De acordo com a Euronext Lisboa, a concentração "pode ser comprovada pela manutenção e, em alguns casos, crescimento da capitalização bolsista total (soma do valor das cotadas) na maioria dessas bolsas".

De acordo com dados da Euronext, nos últimos 10 anos o número de empresas no mercado regulamentado português passou de 54, em agosto de 2009, para 42, em julho deste ano.

Os mesmos dados mostram que, comparando com "mercados equiparáveis a Portugal", o do Luxemburgo registou uma descida de 40% no número de empresas cotadas, no período em análise, e uma redução de 50% na capitalização bolsista, enquanto o mercado de Atenas perdeu 37% das empresas cotadas, registando uma descida de 58% no 'market cap'.

"Em Portugal, apesar de termos menos 22% do número de empresas (nos últimos 10 anos), isso reflete-se num decréscimo do 'market cap' [capitalização bolsista] de apenas 2,5%", comentou à Lusa a Euronext Lisboa.

Segundo a mesma fonte, "são raras as bolsas que viram este número aumentar", acrescentando que, "quando aconteceu (Nasdaq e NYSE, por exemplo), são sempre números de um dígito apenas" e, nessas bolsas, a capitalização bolsista cresceu, "ou seja, as empresas valorizaram-se, o que acaba por ser um reflexo das economias dos países".

Em janeiro deste ano, a CMVM aprovou a saída de bolsa da Transinsular -- Transportes Marítimos Insulares, na sequência da assembleia-geral anual de acionistas, realizada em 09 de maio do ano passado.

Uns meses depois, em 30 de julho, a SAG Gest -- Soluções Automóveis Globais deixou de estar cotada na bolsa de Lisboa, na sequência da OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada por Pereira Coutinho.

Em 30 de agosto, os acionistas da Toyota Caetano, que produz automóveis na fábrica de Ovar, distrito de Aveiro, aprovaram por unanimidade a saída da empresa de bolsa, numa assembleia-geral extraordinária que teve aquele único ponto em agenda.

Mais recentemente, em 15 de novembro, a CMVM também aprovou a saída de bolsa da Compta, que tinha sido pedida pela empresa na sequência da assembleia-geral de acionistas realizada em 26 de julho.

"Genericamente as empresas saíram [de bolsa] na sequência de operações de concentração de capital (OPA) e/ou de reduzido 'free float' [capital disperso em bolsa, ou seja, em mãos de acionistas minoritários e um dos indicadores que mede a liquidez de uma ação] e, consequentemente, baixa liquidez", referiu à Lusa a mesma fonte da Euronext, adiantando que, "em alguns casos, as empresas também tinham situação económico-financeira difícil".

Já em 2018 tinham saído de bolsa várias empresas. O BPI abandonou o PSI20, principal índice acionista nacional, em 14 de dezembro, juntando-se à Sumol+Compal, Luz Saúde e SDC (ex-Soares da Costa), que também saíram da bolsa no ano passado.

À Lusa, a Euronext Lisboa salientou que "as empresas devem olhar para o mercado de capitais como uma das ferramentas (ou uma caixa de ferramentas) a que podem recorrer para financiar e promover o seu crescimento ou assegurar o apoio dos seus acionistas", acrescentando que "uma alternativa que deve também ser permanentemente equacionada e ponderada é o recurso aos instrumentos de dívida".

A mesma fonte precisou que obrigações de médio/longo prazo e papel comercial para maturidades inferiores "possibilitam também a empresas que, não tendo o seu capital cotado, possam assim financiar a sua atividade, alargando a sua base de financiadores".

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