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Minsait: Voto eletrónico será mais uma ferramenta para combater abstenção

A responsável da Minsait (Indra) pelas operações eleitorais na Europa, Cristina Frutos López, considera que o voto eletrónico "vai ser mais uma opção" à disposição dos eleitores e pode ser uma das ferramentas para combater a abstenção.

Minsait: Voto eletrónico será mais uma ferramenta para combater abstenção
Notícias ao Minuto

09:53 - 07/12/19 por Lusa

Economia Voto eletrónico

O voto eletrónico "vai ser mais uma opção, mas não a única, não tenho qualquer dúvida", afirmou, em declarações à Lusa.

"Tardará mais, tardará menos em chegar [aos países] em função das legislações e da evolução da tecnologia, mas sem dúvida alguma vai ser mais um canal que os eleitores vão ter para decidir como querem votar", acrescentou Cristina Frutos López.

Questionada sobre se o voto eletrónico poderá ajudar a baixar a abstenção eleitoral, a responsável considerou que sim, no sentido em que aumenta o número de canais que o eleitor tem à sua disposição, mas tem de ser feito algo mais.

"Acho que temos de diminuir a abstenção através da acessibilidade do voto e mediante programas de 'voters engagements' [compromisso de eleitores]", considerou, apontando que existem "índices de abstenção muito altos", nomeadamente nos jovens, "que são digitais".

Ou seja, "são ativistas políticos, ambientais, económicos no mundo digital, porém não vão votar no dia das eleições. Aqui há algo que falha e é preciso travar porque uma democracia onde os eleitores não participam perde a legitimidade", sublinhou.

"Estamos num momento de transformação digital do processo eleitoral" e é preciso analisar o contexto em que este se desenvolve em democracias maduras, como na Europa.

Cristina Frutos López destacou três pontos: "um é o universo de votantes desencantados com o processo eleitoral", onde se situa grande parte dos jovens; a segunda "é a desinformação, que trabalha em duas linhas -- uma é a polarização do debate político, o votante move-se entre os extremos, e a outra é criar confusão no eleitor para que decida não ir votar, criando descrédito no sistema, na classe política, entre outros".

O último ponto assenta nos ciberataques.

"O contexto é muito confuso, porém as eleições são um serviço público e como tal têm de evoluir, dar resposta a um eleitorado que exige soluções flexíveis, ágeis, mais cómodas", apontou.

Nesse sentido, "o voto eletrónico tem de ser mais um canal, as soluções têm de ser um serviço multicanal, um serviço público em que as opções sejam mais convenientes" para todos.

Questionada sobre como está a introdução do voto eletrónico no mundo, Cristina Frutos López disse que atualmente há duas tendências: "uma conservadora, por causa do tema da desinformação e dos ciberataques, e outra, que é o que fez Portugal, de ir avançando em testar soluções que tornem o voto mais acessível, mais conveniente".

Por exemplo, Espanha utiliza "tecnologia para transmitir os resultados dos centros de votação em hora e meia, duas horas" após o fecho das urnas.

"Noutros países, como na Noruega, vota-se em papel, mas conta-se eletronicamente os votos", exemplificou.

O caso dos Estados Unidos, apontou, que muitos pensam estar mais evoluído nesta matéria, é exatamente o contrário.

"Pensa-se que os Estados Unidos são o mercado eleitoral mais avançado, porque é aquele que mais máquinas utiliza, mas curiosamente estas máquinas estão no ponto da obsolescência, porque são máquinas com tecnologia dos anos 80, neste momento está num impasse", salientou.

"Estados Unidos não são o mercado mais moderno em termos de tecnologia eleitoral, estamos muito mais avançados no Norte da Europa ou em Portugal", por exemplo, apontou Cristina Frutos López.

Por sua vez, o diretor da Minsait/Indra em Portugal, António Ventura, afirmou que o projeto piloto de voto eletrónico realizado em Évora nas eleições Europeias "correu muito bem" e defendeu que as próximas eleições "já deviam ser um alvo" nesta matéria.

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