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Preços das casas em Portugal continuam com sinais de sobrevalorização

Os preços das casas continuam a indicar "sinais de sobrevalorização no mercado", segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, hoje divulgado, que antecipa contudo "moderação" do crescimento dos preços.

Preços das casas em Portugal continuam com sinais de sobrevalorização

De acordo com o banco central, "nos trimestres mais recentes, os preços do imobiliário residencial mantiveram a trajetória de crescimento, o que continua a traduzir-se numa sobrevalorização no mercado em termos agregados", sobretudo devido à elevada procura por estrangeiros e à dinâmica do turismo.

Apesar da sobrevalorização do mercado imobiliário residencial (cujo comportamento não é igual entre todas as regiões de Portugal), nota o Banco de Portugal que se continua a verificar a queda do 'stock' de crédito à habitação acumulado nos balanços dos bancos e que as transações imobiliárias financiadas com crédito bancário interno continuam em torno de 40% do total.

Para o Banco de Portugal, a sobrevalorização dos preços do imobiliário é um dos riscos para a estabilidade financeira, uma vez que a atual dinâmica pode "ser interrompida por um conjunto de fatores, como sejam a materialização de eventos de tensão geopolítica e/ou de abrandamento mais acentuado da atividade económica a nível global, que poderão limitar ou reduzir a procura externa dirigida a Portugal, bem como alterações no quadro fiscal nacional sobre o mercado imobiliário".

O Banco de Portugal espera que, de futuro, alterações no mercado tendam a moderar o aumento dos preços.

"Em termos prospetivos, espera-se que o abrandamento da atividade económica, a redução na procura de imóveis para alojamento local e o aumento da oferta contribuam para a moderação do crescimento dos preços dos imóveis residenciais em 2019. Contudo, o prolongamento de um ambiente de taxas de juro muito baixas a nível global pode criar incentivos para a sustentação do crescimento dos preços neste mercado", refere.

Assim, o banco central defende que os bancos devem ajustar os preços dos novos empréstimos ao risco de crédito dos clientes para minimizar riscos que possam surgir de futuro.

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