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Precários da RTP protestam junto ao parlamento em dia de debate

Cerca de três dezenas de trabalhadores precários da RTP protestaram hoje em frente à Assembleia da República, apesar da chuva, enquanto os deputados debatiam o Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP).

Precários da RTP protestam junto ao parlamento em dia de debate
Notícias ao Minuto

12:51 - 22/11/19 por Lusa

Economia RTP

"Como somos umas das vítimas... aproveitamos o debate do PREVPAP [a pedido do Bloco de Esquerda] para realizar o protesto", explicou à Lusa João Pedro Bandeira, representante dos trabalhadores em protesto da RTP .

A chuva e forte vento esta manhã em Lisboa não demoveram os trabalhadores precários que, abrigados por chapéus de chuva, gritavam "uma centena à espera de Centeno" e "Contratos sim, precários não" junto às escadarias do parlamento, onde ainda se avistam as barreiras de segurança montadas para a manifestação de polícias na quinta-feira.

A razão de mais um protesto dos precários da RTP prende-se com a ausência de solução do Governo para estes trabalhadores, segundo explicou à Lusa João Pedro Bandeira.

"Há 51 precários com parecer positivo [de integração na RTP] desde janeiro e cujos processos foram em março assinados por dois ministérios, ficando a faltar ainda a assinatura do Ministério das Finanças, explicou, acrescentando haver mais 42 processos já aprovados pela comissão de avaliação em final de agosto mas ainda não concluídos.

"Ao todo (51 trabalhadores mais 42) dá 93 processos, e por isso a frase 'uma centena à espera de Centeno", precisou, dando ainda conta de existirem mais do que 93 processos, porque "há outras dezenas de processos de colegas que têm recorrido de pareceres negativos", relativos a trabalho em 'outsourcing' ou de tradução.

"Estamos nesta angústia, disse, lembrando que os processos de integração de precários da RTP começaram em 2017 e deviam estar concluídos até maio de 2018.

"Mas a verdade é que as nossas vidas continuam suspensas e ninguém nos responde sobre quando as coisas se vão resolver", concluiu.

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