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Críticas ao regulador das comunicações dominam debate dos operadores

Os presidentes da Altice, Vodafone e Nos apontaram hoje várias críticas ao regulador, durante o debate do Estado da Nação das Comunicações, acusando-o de "denegrir o setor" e de não apresentar soluções para a implementação do 5G.

Críticas ao regulador das comunicações dominam debate dos operadores
Notícias ao Minuto

21:17 - 21/11/19 por Lusa

Economia Comunicações

No debate do último dia do 29.º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), em Lisboa, foi mais o que uniu os presidentes executivos da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, da Vodafone Portugal, Mário Vaz, e da NOS, Miguel Almeida, do que o que os separou, com os três a apontarem duras críticas à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

"Temos um regulador que ocupa o seu tempo a denegrir o setor, que não tem uma visão estratégica e que não foi capaz até hoje de apresentar uma solução em temas-chave. A única coisa que fez até agora foi comprar guerras com toda a gente do seu ecossistema", defendeu Alexandre Fonseca.

O responsável da Altice lamentou ainda o facto de o setor das comunicações em Portugal ter passado de uma posição de liderança na Europa para ocupar "o quinto ou sexto lugar", atribuindo também as culpas à Anacom, por "arranjar artefactos para puxar este setor para baixo".

Por sua vez, Miguel Almeida afirmou estar receoso em relação à implementação da quinta geração móvel -- 5G - devido à "atribuição absurda de espetro" pela Anacom à Dense Air.

"A forma como nós pensámos as redes móveis no passado não se aplica ao 5G", acrescentou o responsável da NOS, defendendo, porém, que considera mais importante garantir que o 5G "não sai coxo" e não tanto "a discussão à volta do 'timing'".

Ainda em relação ao 5G, Mário Vaz, da Vodafone, considerou o caso da Dense Air "paradigmático", porque demonstra que a atribuição de direitos de utilização de frequência (DUF) "afinal não é para cumprir (...) porque alguém nunca o cumpriu".

Para o presidente da Altice é premente garantir "condições de igualdade e transparência no acesso ao espectro" e também que haja "espectro necessário para se poder desenvolver um 5G a sério".

Os operadores salientaram também que a quebra das receitas no setor das comunicações não levou a uma redução no investimento, que ronda os mil milhões de euros anuais.

O secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, afirmou, por sua vez, que "há atraso nos procedimentos" do 5G, "mas não há ainda um atraso substantivo".

"Ainda pensei tentar que viesse o meu holograma em vez de mim para mandarem farpas", começou por dizer o governante, rematando que "não foi porque não há espectro", arrancando risos na audiência.

"O 5G, para não ignorar o elefante na sala, precisa de estar operacional, disponível de uma forma estruturada e articulada para que todo o potencial destas novas tecnologias seja disponibilizado às nossas empresas, às nossas pessoas", afirmou, por sua vez, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, encerrando o congresso.

MPE/ALU // SR

Lusa/Fim

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