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Números da economia portuguesa "não são más notícias"

Os números do crescimento português no contexto de uma economia mundial em desaceleração "não são más notícias", mas também "não são excelentes notícias", disse o antigo ministro português, lembrando que redução da dívida deve ser "prioridade total".

Números da economia portuguesa "não são más notícias"
Notícias ao Minuto

15:28 - 21/11/19 por Lusa

Economia Álvaro Santos Pereira

"A economia portuguesa a crescer 1,9% este ano e 1,8% para o ano não está muito mal, mas também não é fantástico, portanto é importante dizer que há outros países na Europa de Leste e nos Bálticos a crescer 3 ou 4%. [...] Não são excelentes notícias, mas não são más notícias", disse Álvaro Santos Pereira, atual diretor do departamento de estudos sobre países da OCDE, em declarações à agência Lusa.

Na apresentação do relatório com as previsões económicas mundiais divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em Paris, o antigo governante contextualizou as projeções para Portugal como o crescimento de 1,9% e défice zero em 2020 .

"Estamos a falar de uma redução generalizada da taxa de crescimento na Europa, mas também nos Estados Unidos que vai acontecer para o ano e depois também na Ásia. Uma economia mundial que devia estar a crescer 4%, que é a velocidade de proa, e este ano vai estar a crescer 2,9%", indicou o economista, referindo que estes são os piores números globais apresentados pela OCDE desde a crise financeira.

A prioridade para Portugal, segundo Santos Pereira, é diminuir a dívida. "A redução da dívida tem de ser a prioridade total para Portugal. Continuamos com uma dívida pública a rondar os 120% [...] Se houver uma maior desaceleração da economia mundial ou uma recessão, ou se tivermos alguma crise, vamos estar demasiado vulneráveis", referiu o ex-ministro.

Mesmo as exportações, que a OCDE considera no seu relatório estarem a apoiar os números positivos de Portugal, devem ser melhoradas: "Uma economia como a portuguesa em vez de estar a exportar 45%, devia estar a exportar 80 a 90% como acontece na República Checa ou na Bélgica e outros países da nossa dimensão populacional", sublinhou.

Questionado sobre o aumento do salário mínimo, e com a OCDE a considerar no seu relatório que os salários em Portugal são baixos, Álvaro Santos Pereira defende que o mais importante é criar condições para que o salário médio nacional suba.

"Mais do que o salário mínimo, que é baixo e tem de ser aumentado gradualmente, é importante que se criem as condições para que os salários médios comecem a subir. O que sabemos é que dois terços da nossa população ganha menos de 1.000 euros por mês e, portanto, nós precisamos de aumentar os níveis de vida dos portugueses", disse o o representante da OCDE.

A OCDE melhorou a previsão para o défice português para 0,1% este ano e 'défice zero' no próximo, em linha com o Governo, descendo em uma décima, para 1,8%, a estimativa para o crescimento económico em 2020.

No relatório com as previsões económicas mundiais divulgado hoje ('Economic Outlook'), a OCDE melhorou para 0,1% a sua previsão para o défice orçamental de Portugal este ano, face ao défice de 0,5% antecipado na sua anterior previsão, de maio.

Para o próximo ano, a OCDE antecipa agora um saldo orçamental nulo (0%), uma melhoria de duas décimas face à estimativa anterior (défice de 0,2%).

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