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Fim das licenças de jogo em Macau é negativa para o 'rating'

A agência de 'rating' Standard & Poor's considerou hoje que o final das concessões de jogo em Macau, em 2022, constitui um ponto negativo para a análise da qualidade de crédito dos operadores locais.

Fim das licenças de jogo em Macau é negativa para o 'rating'
Notícias ao Minuto

13:19 - 21/11/19 por Lusa

Economia Jogo

"Vemos o final das concessões de jogo, em 2022, como um risco de crédito", escrevem os analistas numa nota sobre o mercado mundial do jogo, enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

"Apesar de esperarmos que os atuais operadores estendam as concessões, é provável que isso tenha um custo e os termos de renovação por parte do Governo não são ainda claros", argumentam, acrescentando que "provavelmente os termos vão incluir uma conjugação de preocupações sociais e económicas".

Os analistas da S&P alvitram que as considerações económicas do novo caderno de encargos "podem incluir pagamentos à cabeça para a renovação das licenças ou mais exigências de investimento adicional de capital, dado que o Governo de Macau tem apresentado uma meta ambiciosa de 40% de receitas não ligadas ao jogo, o que compara com os 12,9% de 2018".

Com estas exigências adicionais, a S&P antevê que as margens de lucro dos operadores desçam devido ao alargamento dos investimentos não ligados ao jogo.

Do ponto de vista das exigências sociais, os analistas esperam que o Governo de Macau queira mais salvaguardas para os empregados locais, como por exemplo melhorias nos benefícios sociais, "o que pode reduzir a rentabilidade dos operadores".

Ainda assim, a S&P não considera que as 'regras do jogo' sejam substancialmente alteradas com o caderno de encargos para as novas concessões, e espera que os atuais operadores mantenham as licenças.

"Acreditamos que o Governo valoriza a estabilidade e o montante de investimento que as concessionárias já fizeram no mercado, por isso não esperamos que percam as concessões, e também não antecipamos a atribuição de novas e importantes licenças porque as condições de mercado já são competitivas e o espaço físico para novos empreendimentos funciona como barreira a novas entradas".

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde os casinos são legais, tendo registado, no ano passado, quase 33 mil milhões de euros em receitas do jogo, o que representou um aumento de 14% em relação ano de 2017.

No território operam seis concessionárias e subconcessionárias: Sociedade de Jogos de Macau, fundada por Stanley Ho, Galaxy, Wynn, MGM, Venetian e Melco.

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