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Armadores e pescadores da ganchorra marcam protesto para terça-feira

Armadores e pescadores da ganchorra da zona sul vão concentrar-se na terça-feira, em Olhão, para exigir ao Governo medidas para minimizar os danos económicos causados pelas interdições regulares de captura de conquilhas.

Armadores e pescadores da ganchorra marcam protesto para terça-feira
Notícias ao Minuto

14:03 - 18/11/19 por Lusa

País Olhão

"É um protesto pacífico de alerta para a situação económica em que estão os armadores e pescadores e para exigir ao Governo uma solução para as interdições cada vez mais regulares de bivalves, devido a toxinas marinhas", disse à agência Lusa Miguel Cardoso, presidente da organização de produtores de pesca do Algarve (Olhãopesca).

A concentração de protesto dos profissionais da ganchorra -- arte de arrasto destinada à captura de bivalves -, está marcada para terça-feira às 10:00, no cais da sardinha, no porto de pesca de Olhão, distrito de Faro.

Segundo Miguel Cardoso, esta arte de pesca "é uma atividade de relevância económica para cerca de 50 armadores e mais de 150 pescadores do sotavento do Algarve", entre Faro e Vila Real de Santo António.

As espécies bivalves capturadas com ganchorra são a amêijoa-branca, a amêijoa pé-de-burrinho e a conquilha, "sendo esta última a principal espécie alvo para cerca de 50% da frota, ou seja, as embarcações de menor porte".

Miguel Cardoso indicou que "este ano foi atingido um número inédito de aproximadamente 152 dias consecutivos de interdição, lesando de forma grave" tanto armadores, como pescadores.

"As interdições têm vindo a ser cada vez mais regulares e prolongadas, o que impede que armadores e pescadores tenham uma atividade regular, levando a situações de graves carências económicas para quem vive do setor", alertou.

De acordo com aquele responsável, os armadores e pescadores são extremamente dependentes da captura de conquilhas, "devido à incapacidade estrutural e motriz para arrastar em águas mais profundas para captura de outras espécies bivalves, nomeadamente a amêijoa-branca e pé-de-burrinho".

"Atingimos um ponto insustentável e, por isso, queremos uma saída digna para a situação que passa pela revisão do limite regulamentar que leva à interdição da captura dos bivalves sem colocar em causa a saúde pública, ou contrapartidas para o abate das embarcações", concluiu.

Leia Também: Pescadores algarvios acusam os do Norte de esgotarem a quota de biqueirão

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