Meteorologia

  • 10 DEZEMBRO 2019
Tempo
11º
MIN 7º MÁX 15º

Edição

Desvalorização do kwanza empurra Angola para recessão de 1,5% em 2020

O analista que segue a economia de Angola na consultora Capital Economics disse hoje à Lusa que a desvalorização do kwanza vai fazer subir a inflação e aumentar o rácio da dívida, empurrando Angola para uma nova recessão em 2020.

Desvalorização do kwanza empurra Angola para recessão de 1,5% em 2020
Notícias ao Minuto

08:02 - 16/11/19 por Lusa

Economia Capital Economics

"Antevemos que a economia se vá contrair pelo quinto ano consecutivo em 2020 devido à inflação elevada, aperto orçamental e uma contínua fraqueza do setor petrolífero, que fará com que o PIB caia 1,5% no próximo ano", disse John Ashbourne, em entrevista à Lusa, a partir de Londres, a sede da Capital Economics.

Entre as previsões destes analistas está a de que o rácio da dívida pública sobre o produto interno bruto (PIB) deverá ultrapassar os 100% este ano, podendo aumentar ainda mais se a moeda nacional continuar a desvalorizar-se: "Com quase quatro quintos da dívida em moeda estrangeira, o rácio vai provavelmente ultrapassar os 100% do PIB este ano".

A contínua desvalorização do kwanza pode, aliás, fazer este rácio chegar a 110% ou 115%, alertam os analistas, considerando, no entanto, que a sua análise aponta, pelo contrário, para uma queda exagerada do kwanza nas últimas semanas, devendo valorizar-se no futuro próximo.

"Sobre o kwanza, na verdade achamos que a queda que ocorreu foi exagerada e que vai estabilizar nos 450 kwanzas por dólar, primeiro porque a conta corrente está em excedente, e depois porque a taxa de câmbio real sugere que o kwanza está atualmente subvalorizado, as quedas foram exageradas", acrescentou a analista Virág Fórizs, do departamento africano.

Sobre a evolução do rácio da dívida pública face ao PIB, um dos principais indicadores sobre a capacidade de os países pagarem as suas dívidas e terem margem para apostar em investimentos reprodutivos na economia, Virág Fórizs salientou que o rácio é elevado, mas que a estrutura da dívida não suscita preocupações exageradas.

"O risco de incumprimento financeiro é bastante baixo, primeiro porque a dívida é principalmente de longo prazo, por exemplo o primeiro pagamento dos 'Eurobonds' acontece apenas em 2025, e depois porque a maioria da dívida é multilateral e bilateral, e consideramos que os credores estariam dispostos a prolongar as maturidades, o que reduz o risco de 'default' [incumprimento]", acrescentou.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba as melhoras dicas de gestão de dinheiro, poupança e investimentos!

Tudo sobre os grandes negócios, finanças e economia.

Obrigado por ter ativado as notificações de Economia ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório