Meteorologia

  • 10 DEZEMBRO 2019
Tempo
10º
MIN 7º MÁX 15º

Edição

Apresentadas quase 1.500 reclamações sobre comércio na internet este ano

Os consumidores portugueses apresentaram quase 1.500 reclamações sobre o comércio na internet este ano, um número que inclui os contactos para informações e para resolução de litígios, segundo dados da Deco Proteste.

Apresentadas quase 1.500 reclamações sobre comércio na internet este ano
Notícias ao Minuto

14:00 - 13/11/19 por Lusa

Economia DECO

"Segundo a Deco Proteste, foram apresentadas em Portugal 1.450 reclamações sobre comércio na internet em 2019. Este número inclui contactos para informações e para resolução de litígios, e corresponde a apenas 1% do total dos contactos junto da Defesa do Consumidor", indicou, em comunicado, a União Europeia.

De acordo com os dados da Deco Proteste, a venda de bens com defeito é a questão que preocupa mais os consumidores, sendo que 40% dos portugueses estão "insatisfeitos com a não conformidade dos bens ou o incumprimento das condições acordadas".

Por sua vez, 20% dos consumidores reclamam sobre reservas de viagens, hotéis ou casas de férias, enquanto 10% queixam-se dos investimentos 'online'.

No entanto, continua a ser uma minoria os que compram, não ficam satisfeitos e reclamam, registando-se queixas de 5% dos portugueses sobre o tempo de entrega dos produtos, 4% mostram-se insatisfeitos com bens danificados ou trocados e 2% dos consumidores referem como "falhas recorrentes" as dificuldades em encontrar informação sobre direitos e garantias, a dificuldade em apresentar uma queixa e a fraude.

"É importante que os cidadãos tenham pleno conhecimento dos seus direitos e que os exerçam em caso de insatisfação. O nosso trabalho conjunto vai no sentido de um comércio 'online' mais transparente e fiável", sublinhou, citada no mesmo documento, a chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Colares Alves.

O número reduzido de reclamações e a resistência em comprar 'online' levaram a União Europeia a associar-se à Organização Europeia de Consumidores, que, em Portugal, é representada pela Deco Proteste, no desenvolvimento do projeto 'yourEUright', que pretende revelar aos consumidores portugueses quatro dos sete direitos no 'e-commerce' -- mudança de banco vs transparência bancária, publicidade honesta, devolução em 14 dias e pacotes de viagem.

objetivo da União Europeia estreitar a relação de confiança entre consumidores e comerciantes para a criação de um mercado único digital mais seguro a abrangente", acrescentou Sofia Colares Alves.

O nível de conhecimento dos direitos do consumo 'online' tem crescido nos últimos anos, conforme apontam os dados da União Europeia, com 43% dos portugueses a afirmarem conhecer os seus direitos face aos 49% da média europeia.

Por seu turno, 36% admitem estar cientes do direito de cancelamento quando compram 'online', 65% dos consumidores estão informados sobre o direito à reparação ou substituição de produtos defeituosos e 27% sabem o que fazer com um produto encomendado que lhes chega às mãos.

Os principais fatores que retraem os portugueses de apresentar queixa quando uma compra não corre bem são a perceção do tempo de espera para a resolução do problema (23%) e o desconhecimento dos direitos (10%).

No comunicado, a União Europeia revelou ainda que o número de consumidores 'online' tem crescido, em Portugal, nos últimos anos, registando-se 44% dos portugueses com mais de 25 anos a fazerem compras na internet e 41% entre os 16 e os 25 anos.

As mulheres são mais propensas a fazer compras na internet (53%) do que os homens (43%) e os estudantes (40%) estão entre a população que mais escolhas faz no mundo digital, em comparação com a população empregada (32%) e desempregada (19%).

"À medida que se sobe na escala de rendimentos, a propensão para este tipo de compras é também maior, assim como entre os indivíduos com maior escolaridade", destacou a associação de defesa do consumidor.

A preferência dos portugueses vai para as compras em vestuário (60%), alojamento de férias (42%) e bilhetes de viagem (41%).

No sentido inverso, os que despertam menos interesse são os materiais 'e-learning' (6%), produtos médicos (6%) e aparelhos informáticos (8%).

Apesar do aumento das compras 'online', entre as razões mais apontadas para evitar usar a internet para fazer compras, estão a preferência por realizar aquisições pessoalmente (37%), a preocupação com a segurança do pagamento (29%), as dúvidas sobre a política de devolução (21%) e os problemas com a entrega (8%).

Estes dados da União Europeia foram compilados e analisados pela Kantar, tendo por base informações desta empresa especialista no comportamento do consumidor, do Eurostat e do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os restantes dados resultam de queixas apresentadas pelos portugueses à Deco.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba as melhoras dicas de gestão de dinheiro, poupança e investimentos!

Tudo sobre os grandes negócios, finanças e economia.

Obrigado por ter ativado as notificações de Economia ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório