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Alexandre Fonseca faz balanço positivo de dois anos à frente da Altice

O presidente executivo da Altice Portugal faz um "balanço positivo" de dois anos na presidência da empresa, espera terminar o exercício de 2019 cumprindo os "objetivos ambiciosos" propostos e antecipa que o "ambiente regulatório hostil" continue.

Alexandre Fonseca faz balanço positivo de dois anos à frente da Altice
Notícias ao Minuto

07:21 - 30/10/19 por Lusa 

Economia Altice Portugal

Questionado sobre o balanço que faz, o gestor disse que é "positivo" e que é um desafio "que tem sido cumprido em termos das grandes linhas de orientação estratégica". "É uma liderança que se faz hoje em equipa, com os colegas da Comissão Executiva, com diretores desta casa", frisou.

Para Alexandre Fonseca, a liderança da dona da Meo é "claramente" um desafio, tendo em conta a dimensão da Altice Portugal, "uma das maiores empresas nacionais em termos de faturação, um dos maiores empregadores, o maior investidor em Portugal", não esquecendo o "impacto não só económico, mas social que uma empresa destas tem para o país".

"Nessa perspetiva, será o maior desafio profissional até ao momento", afirmou.

Questionado sobre o que espera nos próximos seis meses, Alexandre Fonseca destacou o fecho do exercício de 2019.

"Este é o primeiro ano que esta equipa de gestão tem objetivos definidos e traçados por nós com o acionista", disse, recordando que quando assumiu a presidência em novembro de 2017 a equipa herdou o exercício de 2018.

Com "objetivos ambiciosos de crescimento", onde se inclui liderar o segmento de televisão, crescer em receitas em termos anuais, "o que não acontece há quase uma década", e melhorar a avaliação da qualidade de serviços, o gestor salienta que a sua "primeira expetativa para os próximos seis meses é terminar 2019 cumprindo ou até superando" as metas propostas.

No entanto, não antecipa uma vida fácil para o setor nos próximos seis meses.

"Há questões de mercado que são muito importantes: nos próximos seis meses, infelizmente, não vamos ter 5G em Portugal, isso é garantido", considerou. "Não vamos ter a migração na TDT [televisão digital terrestre] da faixa 700 MHz", acrescentou.

"Gostaria de acreditar que não, mas aparentemente vamos continuar a ter um ambiente regulatório hostil, que inibe o crescimento e que impacta negativamente a economia nacional", afirmou.

No próximo ano, "continuo a acreditar que esta equipa de gestão, liderando um conjunto de pessoas motivadas, empenhadas e felizes (...) vai ser muito importante para ter uma Altice Portugal forte, que reforça a sua liderança nos segmentos, que continua a mostrar a sua pujança, não só do ponto de vista financeiro, mas também do ponto de vista social, e que continua a marcar a agenda do país", sublinhou.

Se Portugal "continuar a ter um ambiente do ponto de vista político estável que nos permita crescer enquanto país", disse, apontando dados macroeconómicos como desemprego a um nível baixo, investimento privado elevado, crescimento das exportações, "certamente a Altice Portugal vai beneficiar" desse desempenho.

Sobre o primeiro desafio na Altice Portugal, Alexandre Fonseca destacou o de "transformar o ambiente laboral" da empresa, o qual estava conturbado quando assumiu a liderança.

"Um dos grandes desafios nestes meus dois anos foi estabilizar o ambiente laboral, criar hoje as bases para aquilo que começa a ser, ainda não estamos lá, mas começamos a criar o conceito de família Altice, começamos a sentir as pessoas empenhadas e motivadas", disse.

"Esse objetivo não podia ser dissociado da marca. Quando em 2015 comprámos a Portugal Telecom havia muitas dúvidas sobre a importância estratégica da marca PT e da Portugal Telecom. Vinha de um passado recente complexo (…). Foi uma decisão estratégia que tomei transformarmos a Portugal Telecom em Altice Portugal", acrescentou.

Em suma, "estabilizar o ambiente laboral e criar um verdadeiro sentimento de pertença a uma nova marca que é Altice Portugal".

Questionado sobre se o ambiente regulatório é um dos desafios, Alexandre Fonseca afirmou: "Esta administração que eu tenho a honra de liderar só viveu no ambiente deste regulador".

No entanto, "é unânime por todos os operadores de mercado, por todos os fabricantes de tecnologia, até pelo próprio Governo, e até por 'players' fora da indústria, que este regulador [Anacom] não tem feito um bom trabalho, um bom serviço ao país, muito menos no setor das telecomunicações", apontou.

"A pior coisa que pode haver para uma empresa é falta de previsibilidade no ambiente onde opera. É o pior dos pesadelos para o gestor, é estar a gerir uma organização num ambiente que muda sem qualquer tipo de previsibilidade. Portugal nunca foi assim, neste momento o grande desafio que nós temos é de facto ter um regulador que, não conhecendo o setor, por ser autista no que toca à relação com os seus regulados, causa hoje um impacto significativo naquilo que fazemos, tem sido muito difícil", lamentou.

"Eu, no lugar deste regulador, com esta contestação, com estes atrasos, com o mal que está a fazer à economia nacional, claramente já teria tirado as minhas ilações e tomado a decisão de me afastar", mas "cada um é senhor do seu nariz e toma as suas decisões", rematou Alexandre Fonseca.

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