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Jerónimo Martins a "analisar de forma cabal" carta do regulador polaco

A Jerónimo Martins está a "analisar de forma cabal" a carta do regulador polaco, que está a investigar os preços da Biedronka, salientando que o grupo tem "uma preocupação grande com o rigor", disse hoje à Lusa fonte oficial.

Jerónimo Martins a "analisar de forma cabal" carta do regulador polaco
Notícias ao Minuto

16:46 - 18/10/19 por Lusa

Economia Empresa

O regulador polaco UOKik anunciou hoje que está a investigar preços da Biedronka, cadeia de supermercados da Jerónimo Martins na Polónia, por alegadamente existirem produtos que são mais caros na caixa do que nas prateleiras.

"Estamos a analisar de forma cabal a carta da UOKiK", afirmou fonte oficial da Jerónimo Martins.

"Sublinhamos, no entanto, que, tendo em conta a escala de operações da Biedronka - mais de 2.900 lojas, mais de 67.000 colaboradores, que servem diariamente cerca de quatro milhões de clientes, num total de mais de 1,3 mil milhões de transações anuais -, há sempre a possibilidade de, por erro humano, faltarem alguns preços ou estarem mal colocados", prosseguiu.

"Temos uma preocupação grande com o rigor dos preços na gestão das operações e, ao mesmo tempo, asseguramos que os procedimentos da Biedronka estão definidos de acordo com a legislação, que determina que, em caso de diferença entre o preço na prateleira e o preço na caixa de 'check-out', os clientes têm sempre o direito de comprar o produto pelo preço mais baixo ou de serem reembolsados da diferença", afirmou.

Mais caros na caixa do que o indicado no preço colocado junto dos produtos e falta de informação sobre o preço junto do produto na prateleira são as alegações referidas pelo regulador da concorrência e da defesa do consumidor relativamente à Jerónimo Martins Polska, que detém a Biedronka, que constam no 'site' da UOKiK.

A multa pode ascender até 10% do volume de negócios.

"Tivemos muitos sinais de todo o país sobre irregularidades no fornecimento de preços nas cadeia de lojas Biedronka. Foram relatados pelos consumidores e pelas inspeções", refere o presidente da UOKiK, Marek Niechchial, citado na informação disponível no 'site'.

"Não pode acontecer que o cliente veja um preço atrativo no produto e, depois de ver o recibo, verificar que pagou mais. Essa pode ser uma prática injusta", acrescentou.

Na informação divulgada hoje, a UOKiK dá exemplos das queixas recebidas relativamente ao preço dos produtos: 'ketchup' que custava 2,79 zloty depois do desconto registou um preço na caixa, na altura do pagamento, de 3,49.

Outro dos exemplos é o relativo a um quilograma de tomates, que custou 3,99 zloty, quando na prateleira estava indicado por 1,85.

Desde 1 de janeiro até 30 de setembro deste ano, a inspeção comercial recebeu mais de 230 queixas sobre incorreções nos preços da cadeia Biedronka, na sua maioria sobre diferenças entre o valor inscrito nas prateleiras e o montante a pagar na caixa e a falta de informação sobre preços junto aos produtos, refere o regulador.

Os inspetores "também confirmaram" esta situação aquando das inspeções.

"Por exemplo, em nove meses, detetaram que em 123 casos os preços estavam em falta na Biedronka, e que em 25 dos casos havia diferenças" entre o preço inscrito na prateleira e o indicado no pagamento, acrescentou.

Em setembro, a Jerónimo Martins confirmou que tinha sido alvo da abertura de um processo pelo mesmo regulador na Polónia por suspeitas de práticas comerciais ilegais na relação com fornecedores de fruta e vegetais.

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