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"Empresas devem aproveitar oportunidades em Moçambique"

O presidente executivo do Millennium bim, José Reino da Costa, disse hoje, em Lisboa, que o banco tem liquidez para apoiar as empresas portuguesas, defendendo que estas devem aproveitar as oportunidades que estão a abrir-se em Moçambique.

"Empresas devem aproveitar oportunidades em Moçambique"
Notícias ao Minuto

21:32 - 16/10/19 por Lusa

Economia Millennium bim

José Reino da Costa falava no Fórum Millennium Portugal Moçambique, que decorreu hoje nas instalações da AIP - Associação Industrial Portuguesa, no qual responsáveis do banco e de outras empresas abordaram as oportunidades e desafios de um mercado "em transformação", bem como das formas de financiamento ao dispor dos empresários que queiram investir naquele país.

O presidente do Millennium bim considerou que o acordo de paz assinado entre a Frelimo, partido no poder, e a Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, "marcou um novo ciclo político, favorecendo a estabilidade macroeconómica do país".

Porém, José Reino da Costa admitiu que a "situação dos ataques de insurgentes em Cabo Delgado, mais controlada", ainda constitui alguma instabilidade.

Quanto às eleições gerais no país, na terça-feira, o gestor daquele que é o maior banco de Moçambique, com 200 balcões em todos os distritos, acredita que o sufrágio contribuirá também para a estabilidade política.

Em termos macroeconómicos, José Reino da Costa recordou que as previsões apontam para melhorias significativas nos próximos anos, graças aos investimentos "nos setores do GNL [gás natural liquefeito], energia [elétrica], mineração e infraestruturas".

Apontando o investimento total de mais de 60 mil milhões de dólares (cerca de 54,4 mil milhões de euros) que o país vai receber no setor do gás, o gestor disse que este contribuirá para a "criação de novas cadeias de valor e para o desenvolvimento do tecido empresarial nacional", permitindo "mais-valias para o Estado, redução do défice público e melhoria das contas externas".

José Reino da Costa referiu ainda que o investimento direto de Portugal naquele país sofreu uma redução significativa desde 2014, mas deu sinais de alguma retoma em 2018.

"Agora, Moçambique precisa de projetos de investimento" e as empresas portuguesas não pode perder esta oportunidade "única", considerou.

No encontro, o vice-presidente da comissão executiva do Millennium bcp, João Nuno Palma, afirmou que "os investimentos no setor do gás [em Moçambique] não são futurismo, estão a acontecer e as empresas não podem perder a oportunidade".

"O que precisamos é de bons projetos", acrescentou João Nuno Palma, na iniciativa onde estavam gestores e empresários, e o embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule.

Também, Isidro Simões, da Mundi Consulting, consultora que trabalha na implementação de projetos para o desenvolvimento social de países com apoios de entidades internacionais, defendeu que as empresas portuguesas devem aproveitar as "oportunidades que lhe são dadas pelo esforço que Portugal faz para pagar as suas contribuições" naquelas organizações internacionais.

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