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Nobel da Economia: Premiados "melhoraram" luta contra a pobreza

Os três economistas premiados hoje com o Nobel da Economia de 2019 "melhoraram notavelmente a possibilidade de lutar contra a pobreza", refere o comunicado da Real Academia das Ciências sueca.

Nobel da Economia: Premiados "melhoraram" luta contra a pobreza
Notícias ao Minuto

12:41 - 14/10/19 por Lusa

Economia Academia Sueca

O prémio foi hoje atribuído à francesa Esther Duflo, ao indiano Abhijit Banerjee e ao norte-americano Michael Kremer pela "abordagem experimental para aliviar a pobreza global", segundo a Real Academia de Ciências da Suécia e vão partilhar o prémio de nove milhões de coroas suecas (cerca de 830.000 euros).

Duflo, que nasceu em 1972 em Paris, é a segunda mulher e a mais jovem premiada com o Nobel da Economia.

Os trabalhos conduzidos pelos premiados "introduziram uma nova abordagem para obter respostas fiáveis sobre a melhor maneira de reduzir a pobreza no mundo", concentrando-se em aspetos concretos e manejáveis como, por exemplo, a procura das intervenções mais eficazes para melhorar a saúde infantil ou a educação, adiantou a Academia.

Com a concentração em campos concretos e uma aproximação experimental, os investigadores encontraram métodos mais eficazes para resolver problemas específicos.

Kremer e os colegas, em meados dos anos 90 demonstraram a eficácia que podem ter as aproximações experimentais utilizando experiências de campo para avaliar uma série de intervenções que pudessem melhorar os resultados escolares no oeste do Quénia.

Banerjee e Duflo, ambos do Massachusetts Institute of Technology, com frequência em cooperação com Kremer, da Harvard University, realizaram estudos similares em outros campos e em outros países.

"Os premiados - e aqueles que os seguiram noutros estudos - melhoraram notavelmente a nossa possibilidade de lutar contra a pobreza", sublinha o comunicado.

Assim, por exemplo, como resultado direto de um dos estudos, mais de cinco milhões de crianças na Índia foram favorecidas por programas para melhorar o rendimento escolar.

Outro exemplo são os subsídios para programas preventivos em saúde em alguns países.

O comunicado sublinha a importância da luta contra a pobreza global e recorda que, apesar de todos os progressos que a humanidade fez, cerca de cinco milhões de crianças em todo o mundo morrem por causa de doenças que poderiam prevenir-se e 50% das crianças de todo o mundo abandona a escola sem uma alfabetização básica e sem conhecimentos mínimos de matemática.

O Prémio de Ciências Económicas (Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel) foi hoje anunciado pouco antes das 11:00, hora de Lisboa.

Oficialmente conhecido como o prémio de ciências económicas do Banco da Suécia em memória de Alfred Nobel, a distinção não foi criada pelo fundador, mas é considerado como parte dos prémios Nobel.

O prémio foi criado pelo Riksbanken, o banco central sueco, em 1968, e o primeiro vencedor foi selecionado um ano depois.

Com este prémio terminam os anúncios dos Prémios Nobel, que na semana passada se concederam nas disciplinas de Medicina, Física, Química, Literatura (de 2018 e 2019) e da Paz.

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