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Cabo Verde tem potencialidades para ser a Singapura de África

O administrador da consultora empresarial LBC, Jorge Cravo, disse hoje que Cabo Verde, país onde a empresa portuguesa iniciou a sua internacionalização, tem potencialidades para ser a "Singapura de África".

Cabo Verde tem potencialidades para ser a Singapura de África
Notícias ao Minuto

18:41 - 10/10/19 por Lusa

Economia Consultora LBC

"A integração de Cabo Verde em 'hubs' [centros] de crescimento tecnológico mais relevantes rapidamente vai transformar-se em acelerador do crescimento do próprio país", afirmou o administrador da LBC responsável pelos negócios naquele mercado.

Jorge Cravo adiantou que, nesse sentido, a LBC tem vindo "a procurar montar com o Governo de Cabo Verde uma estratégia para poder fazer uma integração maior do ecossistema empreendedor tecnológico cabo-verdiano com as redes de inovação e empreendedorismo europeias e também dos Estados Unidos [da América]".

"Claro que, para que isto aconteça é preciso que haja vontade política, depois que haja disponibilidade para dinamizar junto dos 'clusters' aos quais Cabo Verde se quer ligar para estabelecer essa ligação. (...) O resto virá de uma forma natural", considerou.

Para Jorge Cravo, Cabo Verde tem hoje, além de um sistema empreendedor "bastante relevante", também os "fundos para desenvolver esse 'cluster'".

Além disso, sustentou, "tem na diáspora pessoas colocadas em posições que podem alavancar o desenvolvimento desse 'cluster'".

Do seu lado, a LBC "tem procurado dinamizar o posicionamento de Cabo Verde como a Singapura de África", acrescentou.

Jorge Cravo lembrou que Cabo Verde estabeleceu "como uma das áreas prioritárias ser uma plataforma de serviços para a África e outros mercados".

"E na área da tecnologia acreditamos muito nesse posicionamento de Cabo Verde como a Singapura africana", sublinhou.

Para a empresa, o mercado de Cabo Verde, onde já realizou mais de 50 projetos, tem crescido em média entre 5% e 7% ao ano, embora com oscilações, e continuará a ser uma aposta da empresa.

Desde 2005, ano em que a LBC iniciou o seu processo de internacionalização, precisamente para aquele país, Cabo Verde foi sempre um mercado "importante" na sua estratégia, afirmou Jorge Cravo.

"O nosso primeiro projeto em Cabo Verde foi a estratégia para a sociedade da informação e para a governação eletrónica, fizemos depois o estudo de viabilidade e estratégia inicial para o Parque Tecnológico da Praia e trabalhamos na área da capacitação, desde o início da escolaridade, com o Programa Mundo Novo, de capacitação e apetrechamento tecnológico na área da educação", destacou, entre as dezenas de projetos que a empresa já realizou naquele país.

Hoje, além de Cabo Verde, a empresa está em mais cinco países do continente africano: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, África do Sul e Gana.

Atualmente, os mercado africanos já representam cerca de 50% do volume de negócios global da LBC, adiantou o gestor.

De entre os mercados africanos onde está presente, a Guiné-Bissau é o mais recente. Neste país, a LBC entrou através de um concurso do Banco Mundial para a execução de um projeto, a cinco anos, de reestruturação "de A a Z" da empresa de eletricidade e de águas do país, um trabalho que envolve também a EDP e a Águas de Portugal.

Sobre Angola, sublinhou: "É um mercado em que vamos continuar a apostar, embora com um modelo um bocadinho diferente, com uma estratégia de financiamento dos projetos um bocadinho diferente" (...), afirmou o gestor, referindo uma experiência menos positiva vivida recentemente naquele mercado.

Com esta entrada nos mercados africanos, quando chegou a crise a Portugal, a LBC já estava muito virada para fora do país, não sendo, por isso, "muito penalizada".

Mas, o mesmo já não aconteceu quando surgiu a crise em Angola.

"Quando chegou a crise a Angola, aí, pela exposição que já tínhamos e pelo investimento que tínhamos no país, acabámos por ser penalizados em termos da nossa estratégia de crescimento".

"Temos uma dívida que ainda está por receber, mas está toda reconhecida, toda acordada em termos de pagamentos. E tem havido pagamentos relevantes dessa mesma dívida. Portanto, estamos a recuperar", afirmou Jorge Cravo.

Além de África, a empresa está presente nos Estados Unidos, em alguns países da Europa, e no Brasil.

Neste país lusófono, também são necessárias cautelas: "É um mercado de investimento intensivo e nem sempre com os resultados que nós esperamos. Portanto olhamos para o mercado brasileiro com muito cuidado com as apostas que fazemos", explicou o gestor.

A LBC - Innovation Transformation Delivered nasceu em 2001 e está estruturada em três linhas de serviços: uma de consultoria de gestão, onde elabora estratégias e estudos setoriais, planos de negócios, estudos de viabilidade e reestruturações, uma segundo área mais de projetos tecnológicos e uma terceira mais virada para a capacitação e formação à medida dos clientes.

A empresa registou no ano passado um volume de negócios de cinco milhões de euros e um lucro de 500 mil euros.

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