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Como rendas das casas dispararam (e onde são mais caras e mais baratas)

O valor mediano das rendas de habitação estabelecidas nos novos contratos de arrendamento celebrados no primeiro semestre deste ano registou uma taxa de variação homóloga de +9,2%, fixando-se em cinco euros por metro quadrado, revelou esta quinta-feira o INE.

Como rendas das casas dispararam (e onde são mais caras e mais baratas)
Notícias ao Minuto

08:13 - 04/10/19 por Lusa

Economia Habitação

"No 1.º semestre de 2019 (últimos 12 meses), o valor mediano das rendas dos 71.369 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares em Portugal atingiu 5,00 Euro/m2, aumentando 9,2%. Diminuiu, contudo, o número de novos contratos celebrados (variação de -10,5%) relativamente ao mesmo período do ano anterior", informou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Lisboa apresentou o valor da renda mais elevado do país (11,71 Euro/m2), destacando-se as freguesias de Santo António (14,12 Euro/m2), da Misericórdia(14,03 Euro/m2) e Parque das Nações (13,67 Euro/m2) com os valores medianos de rendas da habitação mais elevados e Carnide (+20,5%) e Avenidas Novas (+20,1%) com as maiores taxas de variação homóloga.

Com valor igual ou superior a sete euros por metro quadrado estavam também os municípios de Cascais (10,23 Euro/m2), Oeiras (9,75 Euro/ m2), Porto (8,33 Euro/m2), Amadora (7,69 Euro/m2), Odivelas (7,33 Euro/m2), Almada (7,32 Euro/m2) e Matosinhos (7,25 Euro/m2).

No Porto, a União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde assinalou o valor mais elevado de novos contratos de arrendamento (9,62 Euro/m2) e a maior taxa de variação homóloga (+25,3%), assinalou o INE.

A freguesia de Campanhã registou o menor valor (6,84 Euro/m2) no município do Porto, enquanto a menor taxa de variação se verificou na freguesia do Bonfim (+12,0%).

Por sub-regiões, a Área Metropolitana de Lisboa (+16,0%), a Região Autónoma da Madeira (+12,8%), a Área Metropolitana do Porto (+12,6%) e o Algarve (+12,6%) registaram as maiores variações homólogas.

Destacaram-se ainda com taxas de variação superiores ao valor nacional (+9,2%) as sub-regiões Cávado (+11,4%) e Região de Aveiro (+9,4%).

O valor das rendas era superior ao referencial nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (7,54 Euro/m2), Região Autónoma da Madeira (6,00 Euro/m2), Algarve (5,93 Euro/m2) e Área Metropolitana do Porto (5,42 Euro/m2).

Em 37 municípios, o valor mediano (valor que separa em duas partes iguais o conjunto ordenado das rendas por metro quadrado) das rendas de habitação era superior ao referencial nacional de cinco euros.

Os municípios de Braga (+16,4%), Setúbal (+16,3%), Matosinhos (+16,0%) e Porto (+15,5%) destacaram-se, entre os municípios com mais de cem mil habitantes, por apresentarem taxas de variação homólogas dos valores de renda de habitação mais elevadas.

À semelhança de semestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou cerca de um terço dos novos contratos de arrendamento (23.562). As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representaram, em conjunto, 50% do total de novos contratos do país.

O Baixo Alentejo apresentou o menor número de novos contratos de arrendamento (390).

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