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Petróleo disparou 14% em dois dias. Há motivos para ficarmos preocupados?

Apesar de os preços estarem a recuar ligeiramente no arranque desta terça-feira, conheça o impacto que a valorização do petróleo pode ter no preço dos combustíveis.

Petróleo disparou 14% em dois dias. Há motivos para ficarmos preocupados?

O preço do petróleo disparou para níveis históricos no seguimento dos ataques à principal petrolífera dos EUA, a Saudi Aramco, que se situa na Arábia Saudita, aquele que é o principal país exportador de petróleo. Apesar de os preços estarem a recuar ligeiramente, no início das negociações desta terça-feira, certo é que a valorização dos últimos dias, no caso do Brent, ascende a 14%

Um dos fatores que contribui para a variação dos preços dos combustíveis é a evolução da cotação da matéria-prima nos mercados internacionais. No caso de Portugal, o barril de referência é o Brent, cotado em Londres. 

Porém, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), António Comprido, garantiu, na segunda-feira, que não está prevista nenhuma crise dos combustíveis em Portugal. E o mesmo se aplica ao preço: "Não vai haver nenhuma tragédia em termos de subida do preço dos combustíveis", disse António Comprido, esclarecendo que, a haver um ajustamento de preço, será "na ordem daquilo a que estamos habituados no dia a dia nas subidas e descidas semanais".

Notícias ao MinutoO barril Brent valorizou 14% em dois dias, após o ataque na Arábia Saudita. © Reprodução do site Investing

À hora de publicação deste artigo, o Brent com entrega em novembro negociava nos 68,62 dólares. Segundo as contas do jornal ECO, uma valorização da matéria-prima até ao patamar dos 70 dólares pode significar um aumento de até 12 cêntimos nos preços dos combustíveis, até porque o câmbio entre o dólar e o euro também não está a favorecer o preço. 

Seja como for, o impacto vai depender do comportamento do petróleo ao longo dos próximos dias. Caso se mantenha a subida é provável que o preço venha a subir, caso corrija é provável que o impacto seja limitado. 

Tanto a Arábia Saudita como os EUA já se mostraram disponíveis para libertar as reservas estratégias de modo a conter a subida dos preços. Por cá, também a  Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) se disponibilizou para mobilizar as reservas de petróleo para contornar a situação. 

Em causa, sublinhe-se,está o facto de o fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador mundial, ter sofrido temporariamente um corte para metade (cerca de 5,7 milhões de barris diários) depois de duas refinarias do gigante saudita Aramco em Abqaiq e Khurais na Arábia Saudita terem sido alvo de um ataque no sábado. Como se prevê uma diminuição da oferta, o preço sobe - é a lei do mercado. 

Apesar de os preços estarem a recuar, a Reuters diz que os investidores continuam receosos perante a possibilidade de haver uma resposta militar ao ataque de sábado. 

A Arábia Saudita reagiu, no final de segunda-feira, oficialmente pela primeira vez aos ataques contra as suas principais instalações petrolíferas anunciando uma "investigação internacional" e alertando para a "ameaça iraniana". Entretanto, Washington acusou o Irão de ter "lançado um ataque sem precedentes contra o fornecimento energético mundial".

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita.

Os Huthis reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.

Analistas citados pela Efe afirmam que a forte subida do preço do petróleo pode afetar a evolução económica

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