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Impacto do fim da operação da Aigle Azur no Algarve "não é expressivo"

O impacto do fim da operação da companhia área francesa Aigle Azur "não é expressivo" para o Algarve, afirmou hoje o presidente da Região de Turismo algarvia (RTA), João Fernandes.

Impacto do fim da operação da Aigle Azur no Algarve "não é expressivo"
Notícias ao Minuto

18:35 - 06/09/19 por Lusa

Economia RTA

O presidente da RTA reage, assim, à agência Lusa, ao anúncio feito hoje pela Aigle Azur de que iria deixar de realizar todos os voos, a partir de sábado, e desvalorizou o seu impacto no turismo do Algarve, para onde operava apenas dois meses durante o verão, transportando 1.200 passageiros de Paris para o aeroporto de Faro.

"Trata-se de uma companhia aérea para a qual já era esperado este desfecho, que apenas opera a partir de Paris Orly em julho e agosto e que, no último ano, apenas operou 1.200 chegadas ao Algarve", através do aeroporto de Faro, afirmou o presidente da RTA.

A mesma fonte disse ainda que o Algarve conta com outras "duas alternativas nos dois aeroportos de Paris [Orly e Charles de Gaulle], para o mesmo período, a partir da Transavia e da Ryanair".

"Portanto, não é expressivo o impacto no Algarve, considerando o período e as alternativas", afirmou.

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, considerou que os encerramentos de companhias aéreas "nunca são boas notícias", apesar de a Aigle Azur "não ser das companhias que têm muito movimento para o Algarve".

Elidérico Viegas sublinhou também que a companhia gaulesa opera, "sobretudo, com passageiros oriundos de França" e este mercado, "tendo aumentado exponencialmente nos últimos anos, apresenta este ano uma quebra na procura" da região.

"Todas as notícias que envolvem insolvências de companhias de aviação são más notícias para o Algarve, porque, como sabemos, a quase totalidade dos turistas estrangeiros que visitam a região fazem-no no transporte aéreo e com recurso ao aeroporto de Faro", afirmou o dirigente da associação hoteleira algarvia.

O fim da operação da Aigle Azur, que em Portugal opera para Faro, Funchal e Porto, acaba por ser "menos um canal de distribuição" de visitantes, acrescentou.

"Se com o tempo os passageiros acabarão por se diluir noutras companhias aéreas, a verdade é que, quanto menos operadores existirem, menos hipóteses há de trazer mais gente para a região. Por isso, não é uma boa notícia para o Algarve e para o país", considerou a mesma fonte.

A companhia aérea Aigle Azur vai cancelar todos os voos a partir de sábado, devido a problemas financeiros, segundo noticia hoje a agência AP.

Num comunicado no seu 'site', que, segundo verificou a Lusa, não está a funcionar (apenas mostra o anúncio), a companhia aérea referiu que "a sua situação financeira e as consequentes dificuldades operacionais não permitem continuar a assegurar voos" depois do dia de hoje.

Entre os voos suspensos estão ligações a Portugal, Mali, Brasil e Ucrânia, sendo que a companhia aérea não pode garantir a devolução do dinheiro dos bilhetes marcados para datas posteriores a sábado.

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