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"É inaceitável" Portugal não crescer tanto como Espanha

O Fórum para a Competitividade considera que "é inaceitável" a economia portuguesa não "conseguir crescer, pelo menos, tanto" como a espanhola e antecipa que o segundo semestre será "mais fraco".

"É inaceitável" Portugal não crescer tanto como Espanha

"Pior do que Portugal, só a Grécia, e não conseguirmos crescer, pelo menos, tanto como Espanha é inaceitável", lê-se na nota de conjuntura de agosto do Fórum para a Competitividade, divulgada hoje, depois de ter sido confirmado na sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,8% no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado, o mesmo ritmo de crescimento registado nos três meses anteriores.

"Temos que sublinhar que este nível de crescimento continua a ser muito baixo, muito mais fraco do que os países da União Europeia com o nosso nível de desenvolvimento", indica a análise do economista Pedro Braz Teixeira, diretor do Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade, que destaca a taxa de crescimento da Hungria (5,1%) e da Polónia (4,1%), frisando que estão em vias de ultrapassar Portugal, "com resultados muito superiores".

O economista aponta também "a desaceleração quer do consumo, quer do investimento, a par de uma melhoria das exportações" portuguesas no segundo trimestre do ano.

Para o segundo semestre, o Fórum para a Competitividade antecipa que "será inevitavelmente mais fraco, devido às condições internacionais, cuja intensidade é incerta, embora restem poucas dúvidas sobre a desaceleração em curso".

Relativamente à taxa de desemprego, Pedro Braz Teixeira indica que desceu de 6,8% para 6,3%, entre abril e junho, "conseguindo finalmente passar a resistência que estava a encontrar para diminuir".

O economista antecipa que, tendo em conta a "taxa natural de desemprego", entre os 6% e 7%, serão "cada vez mais difíceis novas diminuições do desemprego, a menos de significativas -- e necessárias -- alterações na formação profissional, mais dirigida às necessidades concretas da economia".

Na nota de conjuntura de agosto, o Fórum para a Competitividade também refere que, em caso de recessão da economia alemã no terceiro trimestre, "é preciso considerar não apenas os efeitos diretos das exportações portuguesas para a Alemanha, mas para todos os outros países afetados pela desaceleração da economia alemã".

Na mesma nota, o Fórum para a Competitividade indica que, "neste momento, o aeroporto de Lisboa é um claro obstáculo à expansão do turismo na região, que só será verdadeiramente ultrapassado com o novo aeroporto, que se espera estar operacional em 2022".

Relativamente aos dois tipos de política anti-recessiva, a monetária e a orçamental, o Fórum refere que na zona euro, "o BCE poderá ainda tentar novas medidas, mas é improvável que consigam produzir grandes efeitos", enquanto que, em termos orçamentais, "os países que podem realizar estímulos, como a Alemanha, não os querem fazer, e os que gostariam de os aplicar, na Europa do Sul, não os podem fazer".

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