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Risco de Brexit sem acordo aumentou com eleição de Boris Johnson

A agência de rating Moody's considera que a eleição de Boris Johnson como líder do partido Conservador e sucessor de Theresa May aumenta o risco de um Brexit sem acordo e alerta para os efeitos negativos para o país.

Risco de Brexit sem acordo aumentou com eleição de Boris Johnson
Notícias ao Minuto

15:30 - 23/07/19 por Lusa

Economia Brexit

"Com a eleição de Boris Johnson como líder do partido Conservador e novo primeiro ministro, o risco de o Reino Unido sair da União Europeia sem qualquer acordo (um Brexit sem acordo) aumentou", indica a Moody's numa nota de análise hoje divulgada.

A agência de rating recorda que Boris Johnson figurou com destaque na campanha de 2016 pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e disse que tenciona que o país saia em 31 de outubro de 2019, "independentemente de a UE concordar com um acordo revisto".

A Moody's prossegue que, apesar de Boris Johnson ter dito que tenciona negociar uma saída com acordo da UE até àquela data, sinalizou que vai estar preparado para a saída do Reino Unido sem um acordo, caso não seja possível alcançar um até ao final de outubro.

"A nossa perspetiva continua a ser a de que um Brexit sem acordo teria efeitos negativos significativos ao nível das condições de crédito para o Reino Unido [dívida soberana] e para os emissores relacionados com o país", indica a Moody's.

A agência de rating recorda que, desde o desfecho do referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE em 2016, o seu cenário base tem sido de que haveria um acordo, "preservando muitas das características dos atuais acordos comerciais".

Contudo, a Moody's salienta que, apesar de ter aumentado a probabilidade de uma saída sem acordo, "falta um apoio maioritário no parlamento".

"É claro que não existe uma maioria no parlamento britânico para um Brexit sem acordo, mas o simples facto de a maioria dos membros do parlamento estarem contra esse resultado, isso não significa que será evitado", indica a agência de 'rating'.

A Moody's recorda que a UE também disse que o acordo de saída negociado com a anterior líder britânica não mudará.

Governo e parlamento britânico continuam em desacordo sobre o futuro do Brexit e a agência de 'rating' frisa que "existem poucos sinais de que isso vai mudar, na ausência de uma eleição geral que resultasse numa forte maioria para os partidos pró-Brexit ou para os partidos apoiantes da manutenção do país na UE".

Numa nota também divulgada hoje, a gestora de ativos Schroders indica que Boris Johnson enfrentará "enormes desafios desde o início como novo primeiro-ministro do Reino Unido".

"Enquanto em certo ponto, faz sentido para Boris Johnson recorrer à ameaça de não-acordo como uma estratégia de negociação, a falha fatal é que a matemática parlamentar não mudou e não apoia a estratégia", indica Azad Zangana, economista sénior para a Europa na Schroders.

O especialista indica ainda que "dada a baixa probabilidade de uma renegociação bem-sucedida, o resultado mais provável ainda antes do 'deadline' do Brexit é existir um novo adiamento".

Neste sentido, "a promessa de 'fazer ou morrer' de Boris Johnson durante a campanha simplesmente carece de credibilidade", conclui o economista.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson foi hoje declarado em Londres o vencedor da eleição para a liderança no partido Conservador, e vai suceder a Theresa May à frente do governo na quarta-feira.

Leia Também: Vitória de Boris Johnson concretiza o seu desejo impossível

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