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SIRESP a operar "sem falhas relevantes". Altice reforça meios no terreno

Números mais recentes apontam para que tenham ardido 40 quilómetros de cabo, de cobre e de fibra, e que 500 postes tenham sido afetados pelos incêndios que estão a lavrar no interior centro do país.

SIRESP a operar "sem falhas relevantes". Altice reforça meios no terreno

A rede SIRESP encontra-se operacional e sem falhas relevantes. A garantia é da Altice Portugal, empresa de telecomunicações que destacou para o terreno mais de uma centena de técnicos especializados para dar uma resposta rápida aos danos causados nas estruturas de comunicações devido aos incêndios. 

"Relativamente à rede SIRESP, apesar da violência dos incêndios e das dificuldades que se verificam no terreno e da já vasta área ardida, a mesma continua operacional e sem falhas relevantes, resultado da patente e comprovada eficácia, já desde 2018, do Projeto da Redundância de Rede desenvolvido e implementado pela Altice Portugal", referiu a empresa, em resposta às questões colocadas pelo Notícias ao Minuto

Uma confirmação corroborada pelo comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte, Pedro Nunes, que, no briefing da tarde de ontem, informou que não tinha sido registada até ao momento qualquer falha no sistema de comunicações SIRESP

Em causa estão os incêndios que estão ainda a lavrar no interior centro do país, desde sábado à tarde, no distrito de Castelo Branco - um dos mais quentes do país nos últimos dias - e que passaram para o distrito vizinho de Santarém. 

O trabalho dos bombeiros no combate às chamas ainda prossegue, mas as contas da Altice apontam desde já para que tenham ardido 40 quilómetros de cabo, de cobre e de fibra. Os números mais recentes, revelados pela empresa ao Notícias ao Minuto, dão conta também de mais de 500 postes afetados pelos incêndios.

Ainda assim, a Altice ressalva que até ao momento "não foram afetados serviços relevantes e os casos identificados foram repostos em tempo recorde, apesar das dificuldades sentidas no terreno". 

Acrescenta ainda a operadora de telecomunicações que está "desde a primeira hora, em estreita colaboração com a ANEPC [Autoridade Nacional de Proteção Civil],  autoridades e autarquias, de forma a prestar todo o apoio solicitado pelas mesmas, nomeadamente em termos de infraestruturas de comunicações e para intervir de imediato, situação que ainda não foi necessária". 

"Falhas" levaram Governo a comprar SIRESP

Em 2017, foram públicas as falhas do sistema de comunicações durante o combate aos grandes incêndios de Pedrógão Grande, em junho, e na região centro do país, em outubro. Após esses incêndios, o Governo tinha manifestado a intenção do Estado entrar com 54% no capital social do SIRESP, mas tal não se concretizou.

Depois da entidade gestora deste sistema ter ameaçado cortar o sinal da rede satélite, que garante o funcionamento das comunicações de emergência quando a rede convencional falha, devido a uma dívida de 11 milhões de euros do Estado, o Governo iniciou negociações com os dois acionistas do SIRESP

O acordo foi o Estado comprar por sete milhões de euros a parte dos operadores privados, Altice e Motorola, no SIRESP, ficando com 100%, numa transferência que vai acontecer em dezembro

Criado em 2006, o SIRESP é uma parceira público-privada envolvida em polémica desde o início e é um sistema desenhado para servir sobretudo as comunicações das forças e serviços de segurança, bombeiros e agentes de proteção civil e emergência.

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