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MNE argentino destaca papel de Costa na conclusão do acordo UE-Mercosul

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Jorge Faurie, um dos principais artífices do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacou hoje a atuação do primeiro-ministro português para convencer os demais países europeus.

MNE argentino destaca papel de Costa na conclusão do acordo UE-Mercosul
Notícias ao Minuto

21:09 - 16/07/19 por Lusa

Economia Acordo UE-Mercosul

"Estamos muito agradecidos pelo trabalho feito por António Costa. Ele foi muito ativo em persuadir os seus pares da UE sobre a importância deste acordo", disse à Lusa Jorge Faurie, para quem o primeiro-ministro português demonstrou uma liderança moderna perante os europeus.

"Um dirigente moderno que está a mostrar à UE o horizonte de dinamismo deste acordo", reforçou o também antigo embaixador da Argentina em Portugal (2002-2013).

Jorge Faurie vê Portugal como um dos maiores beneficiados pelo acordo, dada a sua relação com a América do Sul.

"Portugal tem um vínculo forte de proximidade não só na questão histórica ou de filiação que tem com países como Brasil. Acredito que Portugal, com uma economia dinâmica, sobretudo com base no setor de serviços, tem muito a crescer no seu relacionamento com a nossa região", apostou Faurie.

Em contraposição à postura portuguesa favorável ao acordo, o MNE argentino identifica a resistência ao acordo que ainda acontece em alguns setores europeus, sobretudo na França, como parte de uma reação política natural.

"A sociedade francesa está a debater e a contraposição política faz parte dessa discussão, mas, no final, eu acredito que todos os franceses, assim como o conjunto da sociedade europeia, reconhecerão as vantagens que este acordo trará", confia Faurie.

"Eu pediria que prestássemos atenção às declarações do ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, quem também falou como ex-ministro da Agricultura da França. Ele pontuou que a única forma para que a agricultura francesa seja competitiva é abrindo-se ao mundo", pediu.

A oposição política na Argentina também resiste ao acordo. O Presidente Mauricio Macri, candidato à reeleição em outubro, defende o comércio livre, mas quem lidera as sondagens, Alberto Fernández, considerado um protecionista, promete rever o que foi assinado com a Europa.

Faurie, no entanto, não acredita que o acordo corra perigo porque "essas declarações têm a ver com o momento eleitoral" de crispação política na Argentina.

"A leitura dessas declarações tem de ser eleitoral. É muito difícil que algum político do Mercosul possa andar pela região a explicar por que eles não aceitaram os benefícios do mercado europeu, simplesmente por uma questão eleitoral", minimizou.

O chefe da diplomacia argentina Jorge Faurie calcula que, dentro de dois meses, o texto do acordo chegue aos Parlamentos para iniciar o debate final.

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