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Investimentos na CP e EMEF são "positivos" mas não resolvem tudo

As medidas apresentadas pelo Governo para a CP e EMEF são "positivas, mas não são a solução para todos os problemas", disse hoje o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Investimentos na CP e EMEF são "positivos" mas não resolvem tudo
Notícias ao Minuto

16:55 - 27/06/19 por Lusa

Economia Fectrans

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Oliveira adiantou que o plano anunciado hoje pelo Governo, de investir 45 milhões de euros e contratar 187 trabalhadores para as duas empresas ferroviárias, "pode ser o início da reversão do que foi feito ao longo destes anos, com a redução de serviços, de trabalhadores, dos empregos".

O dirigente associativo salientou que os trabalhadores "ficam agora na expectativa", sendo que a Fectrans acredita que "é preciso avançar com a concretização efetiva das medidas, para poder começar assim a inverter a prática de muitos anos".

Apesar disso, o coordenador da Fectrans alertou para o facto de que nem sempre é fácil executar os planos na área ferroviária.

"Estamos habituados a que, muitas vezes, entre o anúncio e a concretização das coisas há muitas forças que se movimentam, e os que têm defendido estas medidas de destruição não vão ficar parados", referiu José Manuel Oliveira, acrescentando que houve "outros grupos" beneficiados pela situação atual, sem detalhar quais.

Quanto ao impacto que a proximidade das eleições possa ter nesta matéria, José Manuel Oliveira admite que tanto pode "complicar" como "acelerar" a concretização do plano.

"Estamos a repor cerca de 10% do que foi reduzido em 10 anos, mas comparativamente aos quatro ou cinco anos anteriores, em que só foram admitidos trabalhadores em caso de extrema gravidade, não deixa de ser importante", concluiu o dirigente sindical.

O plano de investimento de 45 milhões de euros para recuperar "material circulante encostado" e contratar 187 trabalhadores para CP e Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) foi anunciado pelo ministro das Infraestruturas e Habitação.

Pedro Nuno Santos defendeu este "plano de recuperação do serviço público ferroviário", entre 2019 e 2022 e cuja primeira fase se estende por 18 meses, a partir do segundo semestre deste ano, com vista à reparação de "cerca de 70 unidades, entre carruagens, automotoras e locomotivas", em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

O responsável pela tutela das Infraestruturas revelou ainda que o executivo pretende "iniciar o processo de fusão" entre a empresa pública de transporte por caminhos-de-ferro e a empresa de manutenção do material circulante para "otimização dos recursos e melhor articulação".

Em comunicado divulgado esta tarde, a Fectrans diz que a integração da EMEF na CP é uma medida que os sindicatos têm defendido como "fundamental para garantir o material circulante que a CP necessita e que as oficinas funcionem sob o interesse e necessidade desta empresa".

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