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Taxa de compromisso do Norte 2020 atingiu os 63% até maio

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Freire de Sousa, revelou hoje que, até maio, a taxa de compromisso do Norte 2020 atingiu os 63%, tendo duplicado o número de candidaturas face ao anterior quadro comunitário.

Taxa de compromisso do Norte 2020 atingiu os 63% até maio
Notícias ao Minuto

17:22 - 19/06/19 por Lusa

Economia CCDR-N

"As coisas vão funcionando razoavelmente do ponto de vista da nossa execução. Temos hoje uma taxa de compromisso dos fundos, em maio deste ano, na ordem dos 63%, o que quer dizer que estão comprometidos 63% dos 3,4 mil milhões em despesas, que são na maior parte despesas de investimento, em todo o tipo de rubricas", afirmou em declarações aos jornalistas no início da reunião do Comité de Acompanhamento do Programa NORTE 2020, que decorre em Oliveira de Azeméis.

O presidente da CCDR-N e Gestor do NORTE 2020 a quem cabe fazer hoje o balanço do Norte 2020, revelou ainda que "até ao final de maio, o conjunto de candidaturas mais do que duplicou face ao QREN [o anterior quadro comunitário de apoio para o período de 2007-2013], ultrapassando já as 20 mil candidaturas".

Freire de Sousa reconhece, contudo, que na primeira fase do programa houve "pontos de menor eficiência" por conta dos acordos e exigências da Comissão Europeia, nomeadamente os mapeamentos, que condicionaram muito o "investimento publico e municipal", algo, que sublinha, foi já "ultrapassado no essencial".

"Estamos a falar também de um período em que já foi feita a reprogramação dos fundos, havia, como foi dito pelo Ministro do Planeamento, algum irrealismo no volume de fundos que eram atribuídos a certas áreas por contrapartida de outras. Nós fizemos uma reprogramação que beneficiou muito o investimento municipal, e hoje vamos ter com esta reprogramação qualquer coisa como 260 milhões de euros a mais no investimento municipal, sendo que o programa não cresceu foi retirado de outras gavetas", acrescentou.

Neste momento, salientou ainda aquele responsável, o programa está já "em condições de puder, até ao final deste ano, estar muito perto de esgotar o seu grau de compromissos e, portanto, puder começar a pensar, de uma forma mais séria ainda, naquilo que será o próximo período de programação 2021-2027".

Segundo Freire de Sousa, a CCDR-N tem estado a trabalha num documento estratégico para a região, estando agora em condições "iniciar um período de debate" com as Comunidades Intermunicipais das áreas metropolitanas, as associações empresarias, as universidades e politécnicos no sentido de "refundar aquilo que é a estratégia do Norte"

Essa estratégia, defendeu, passará, contudo, sempre pela aposta nos ativos específicos da região, nomeadamente naqueles que tem "sido menosprezado", bem como, na eliminação dos constrangimentos quer seja ao nível da produtividade empresarial, ou, por exemplo, no combate ao despovoamento.

O presidente da CCDR-N reconhece, no entanto, que só haverá condições políticas para começar a discutir o novo quadro comunitário em outubro, já depois das eleições, contudo, considera que, chegados ao sexto quadro, Portugal devia apostar mais do ponto de vista qualitativo do que quantitativo, defendeu.

"Não é a questão de saber se são 22 ou 21 mil milhões que é a questão fundamental. Se perdermos mil milhões estarei na manifestação contra, mas direi que não é por aí. É mais importante saber os que fazemos com os 21 mil milhões do que estarmos a lutar por mil milhões mais", concluiu.

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