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Faria de Oliveira: Reforço das garantias de Berardo foi "a melhor opção"

O ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Fernando Faria de Oliveira defendeu hoje no Parlamento que as medidas de reforço de garantia dos créditos concedidos a José Berardo foram a melhor opção.

Faria de Oliveira: Reforço das garantias de Berardo foi "a melhor opção"

manifestamente evidente que o reforço das garantias era uma opção melhor para a Caixa", disse Faria de Oliveira aos deputados, durante a sua segunda audição na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão do banco público.

De acordo com Fernando Faria de Oliveira, "face a um incumprimento de garantias, há em primeiro lugar reposição de garantias, [depois] concessão de moratórias, reestruturação do crédito, execução de garantias".

Naquele momento, a CGD tinha a opção de "vender em bolsa", de "uma colocação junto de investidores internacionais" ou "reforço das garantias", partilhou Faria de Oliveira.

Para o atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), vender as ações do BCP dadas como garantia por Berardo iria "derreter as ações do BCP e causar um problema sistémico da maior relevância".

Mais tarde na audição, Faria de Oliveira classificou de "derrocada total" aquilo que aconteceria caso se vendessem as ações do BCP, no "pior período de sempre em termos de gestão bancária", três anos "alucinantes" e "de vertigem" para o sistema.

Já vender a investidores, "quando se compara aquilo que se obteria e o que se obteria com as garantias, seria inferior", considerou Faria de Oliveira, tendo optado por usar as obras de arte da coleção Berardo como garantia.

"A CGD teve resultados sempre positivos no meu mandato, mas não deixou nunca de ser muito penalizada, muito penalizada, pela desvalorização das ações do BCP e com o registo de imparidades com tudo o que tinha a ver com as garantias que existiam relacionadas com o BCP", lembrou Faria de Oliveira.

"Em consciência considero que era extraordinariamente difícil fazer melhor", concluiu o ex-presidente da CGD.

Em 2015, segundo uma auditoria da EY à Caixa Geral de Depósitos, a exposição do banco público à Fundação José Berardo era de 268 milhões de euros, depois de uma concessão de crédito de 350 milhões de euros para compra de ações no BCP, dando como garantia as próprias ações, que desvalorizaram consideravelmente e geraram grandes perdas para o banco público.

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