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Estrangeiros interessados no maior produtor de cogumelos português falido

Um consórcio de empresários estrangeiros ligados ao setor quer adquirir o maior produtor português de cogumelos, o grupo Sousacamp, sediado no concelho transmontano de Vila Flor, que se encontra em processo de insolvência há mais de um ano.

Estrangeiros interessados no maior produtor de cogumelos português falido
Notícias ao Minuto

20:10 - 13/06/19 por Lusa

Economia Cogumelos

A proposta a que a Lusa teve hoje acesso, foi apresentada na última Assembleia de Credores, a 05 de junho, que decorreu no Tribunal de Vila Flor, distrito de Bragança, e que agendou nova sessão para 27 de junho, a fim de as partes se pronunciarem sobre a mesma.

O grupo Sousacamp é dos maiores produtores de cogumelos da Península Ibérica detentor de 90% do mercado português e acumulou dívidas à banca e ao Estado que ascendem a 60 milhões de euros, o que desencadeou o processo de insolvência depois da queda do banco BES, o maior credor.

Há mais de um ano que o processo decorre em tribunal e na última Assembleia de Credores surgiu a proposta de um empresário belga e outro espanhol, que já constituíram uma sociedade em Portugal, a "Rudi & Mittelbrunn, Lda", para viabilizarem a Sousacamp.

Um dos dois empresário apresentados como "mundialmente conhecidos" é Rudi François J. Joris, um belga radicado na Polónia "considerado uma referência mundial na formação técnica e profissional no setor dos cogumelos".

O outro investidor é o espanhol Ignacio Felipe Mittelbrunn Fuentes, que se propõe fazer uma parceria com o grupo brasileiro BDN, que atua no mercado nas áreas do agronegócio, imobiliária, financeira e saúde.

A nova sociedade propõe-se realizar uma injeção de capital de cinco milhões de euros e apresenta várias propostas para liquidar as dívidas perante os grandes credores, entre os quais se encontra o Novo Banco, a Caixa de Crédito Agrícola, a Segurança Social, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) e a Autoridade Tributária.

Os cerca de 500 trabalhadores do grupo não têm salários em atrasos e continuam a laborar nas diferentes empresas, de acordo com dados do processo.

A proposta de viabilização apresenta planos de pagamento em prestações para liquidar as dívidas ao Estado.

Relativamente aos bancos e fornecedores o consórcio propõe um período de carência de 18 meses e o posterior pagamento total da dívida em 120 prestações.

A cada credor é apresentada como alternativa uma de duas soluções: o pagamento em 30 dias de 35% da dívida e perdão do restante ou a regularização de 75% em 72 prestações mensais e perdão do remanescente.

O consórcio apresenta na proposta garantias bancárias para o plano de recuperação.

O Grupo Sousacamp nasceu da iniciativa empresarial de dois irmãos na aldeia de Benlhevai, em Vila Flor há cerca de 30 anos. Apenas um dos irmãos acabou por ficar com o negócio que expandiu, além da empresa-mãe, a Paredes, Vila Real e Espanha.

Tornou-se num dos maiores produtores de cogumelos ibéricos com mais de metade da produção a ser exportada para Espanha, França e Holanda, além de conquistar 90% do mercado português.

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