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Preço de imóveis, o maior fator potencial de risco sistémico desde 2015

A potencial sobrevalorização dos preços dos imóveis é o principal fator que contribui para a evolução do risco sistémico cíclico em Portugal desde 2015, em contraste com o crédito e os desequilíbrios externos, foi hoje divulgado.

Preço de imóveis, o maior fator potencial de risco sistémico desde 2015

De acordo com dados do novo indicador de risco sistémico cíclico doméstico (IRSD) do Banco de Portugal (BdP), desde o segundo trimestre de 2015 que a potencial sobrevalorização dos preços dos imóveis é o maior fator de risco no indicador, que no último trimestre de 2018 se situava nos -0,50, e que está em terreno negativo desde o quarto trimestre de 2011.

O IRSD é calculado tendo em conta quatro categorias de risco, com a evolução do crédito a valer um total de 50%, a potencial sobrevalorização dos preços dos imóveis 23%, os desequilíbrios externos 22% e o serviço da dívida do setor privado 5%.

Desde 2015, apenas a potencial sobrevalorização dos preços dos imóveis tem contribuído para o aumento do risco, já que a evolução do crédito tem puxado o risco para valores negativos, o mesmo sucedendo com as duas outras categorias de risco (com uma ligeiríssima exceção dos desequilíbrios externos no último trimestre de 2018).

Sobre os preços dos imóveis, o Banco de Portugal salienta que "apesar de historicamente este subindicador não se ter revelado um indicador avançado de sinalização de risco sistémico cíclico para Portugal, é-o para muitos países da área do euro".

O novo indicador do Banco de Portugal, integrado no Relatório de Estabilidade Financeira hoje divulgado, traça ainda a evolução do risco sistémico nacional desde 1991.

De acordo com o BdP, no período entre 1991 e 1995 não houve uma "acumulação de risco sistémico cíclico", marcado sobretudo "pela conclusão, em 1992, do processo de liberalização financeira, iniciado em meados dos anos 1980", bem como por "elevadas taxas de crescimento económico e pelo processo de convergência do rendimento português para os níveis que prevaleciam nos países mais ricos da União Europeia".

Já entre 1995 e 2001 o risco aumentou, devido a uma "intensificação de vulnerabilidades relacionadas com o défice da balança corrente e com o crédito bancário", já que houve uma antecipação das "despesas de consumo e de investimento", essencialmente financiada "por empréstimos bancários".

A partir de 2001 e até 2003 verificou-se uma forte redução do indicador de risco sistémico, alicerçado numa "tendência de desaceleração" do crédito bancário ao setor privado, que "refletiu por um lado os níveis elevados de endividamento atingidos e por outro fatores explicativos da procura de crédito, como sejam o menor dinamismo da atividade económica ou o clima de incerteza internacional".

Desde 2003 até à crise financeira, o Banco de Portugal identifica um período de "intensificação das vulnerabilidades", devido sobretudo aos "desenvolvimentos do crédito bancário e do défice da balança corrente".

A partir de 2009, "observa-se uma correção abrupta do indicador de risco sistémico cíclico" até 2015, com uma enorme diminuição, tendo o subindicador da balança corrente praticamente deixado de contar para o IRSD e o crédito sido condicionado "por um elevado nível de aversão ao risco por parte dos bancos".

"A evolução negativa do crédito bancário em relação ao PIB contribuiu de forma significativa para a redução do nível de risco sistémico a partir de 2013", indica o BdP.

Desde 2015 até agora houve uma "inversão de trajetória do IRSD, essencialmente motivada pela evolução do subindicador relacionado com o crédito bancário", tendo a componente dos preços da habitação contribuído para essa inversão.

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