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Governador do BdP defende interior no desenvolvimento económico do país

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, afirmou hoje que o interior é "fundamental para o desenvolvimento económico do país" e defendeu a articulação entre público e privado para potenciar uma melhor distribuição territorial.

Governador do BdP defende interior no desenvolvimento económico do país
Notícias ao Minuto

17:44 - 17/05/19 por Lusa

Economia Carlos Costa

"Eu penso que há uma grande oportunidade no novo quadro tecnológico para termos uma distribuição equilibrada no território e dar oportunidade às diferentes populações que estão distribuídas no território para terem, simultaneamente, qualidade de vida e emprego", afirmou.

Carlos Costa falava à margem da conferência subordinada ao tema "O Dinamismo empresarial no Interior do País", que o BdP levou hoje a cabo na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Uma iniciativa que, segundo explicou, foi realizada nesta cidade da Beira Baixa porque o BdP "investe no interior e porque considera que o interior é fundamental para o desenvolvimento do país".

À saída Carlos Costa recusou falar sobre os temas relacionados com a banca que têm marcado a atualidade, mas reiterou a ideia de que a aposta no interior ajuda o país e defendeu que tal passa por uma articulação entre os homens e as organizações, bem como entre os setores público e privado.

"É uma questão de homens e de organização. Homens porque são precisas pessoas que sejam capazes de compreender o modelo, absorver o conhecimento e empreender. Organização porque é preciso enquadrar as pessoas dentro de modelos cooperativos de cooperação mútua", disse.

Depois de classificar como "fundamental" a relação entre o poder público e a atividade privada, Carlos Costa lembrou que "não se faz uma empresa sem ter uma estrada, não se faz uma empresa sem ter telecomunicações, não se faz uma empresa sem ter serviços de educação".

Por outro lado, destacou, a intervenção pública depende do "financiamento" e da riqueza criada pelos privados.

"Há uma dimensão pública e uma dimensão privada e em tudo o que nós fazemos na vida. Mesmo quando pensamos que estamos a agir completamente independentes da intervenção pública, estamos a servir-nos da intervenção pública e os que estão do lado da intervenção pública dependem da intervenção privada porque é ela que gera o rendimento que permite financiar o serviço público", acrescentou.

Na sessão de abertura Carlos Costa também já tinha apontado essa ligação no que concerne à criação de conhecimento das instituições de ensino e, consequente, transferência para o tecido económico.

Este responsável sublinhou a importância de se estudar o que aconteceu no tecido empresarial das empresas no passado, percebendo e o que levou ao seu declínio para não se repetirem erros.

"Conhecer, por exemplo, o que é que aconteceu ao 'setor laneiro' e porque é que foi o que foi é tão importante como especular acerca do que pode ser o padrão de especialização futuro porque se os mesmos erros forem cometidos, teremos necessariamente o mesmo futuro", afirmou, referindo-se ao declínio de muitas empresas da Covilhã que laboravam no setor têxtil e dos lanifícios e que levaram mesmo a que, outrora, esta cidade ficasse conhecida como a "Manchester Portuguesa".

Num primeiro diagnóstico, Carlos Costa referiu que uma das questões mais preocupantes se prende com a "insuficiência de quantidade de gestão e de qualidade de gestão" das empresas portuguesas, o que leva a que, não raramente, estas empresas tenham a "dimensão do braço do seu proprietário".

A conflitualidade criada pela transição geracional nas empresas, a perda de foco, a desorganização, a incapacidade de introduzir conhecimento e inovação, bem como a dependência da "sorte dos produtos" foram outros dos aspetos que apontou como algumas das causas que levam a que muitas empresas sejam "sacrificadas".

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