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Barroca diz que nunca discutiu expansão do grupo Lena com Sócrates

O ex-administrador do grupo Lena Joaquim Barroca disse hoje que nunca discutiu a expansão da construtora com o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Barroca diz que nunca discutiu expansão do grupo Lena com Sócrates
Notícias ao Minuto

11:53 - 16/05/19 por Lusa

Economia inquérito

"Nunca, jamais", respondeu Joaquim Barroca à deputada do BE Mariana Mortágua sobre se tinha discutido com José Sócrates a expansão do grupo Lena.

O também arguido na Operação Marquês falava na sua audição na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que decorreu hoje na Assembleia da República, em Lisboa.

Joaquim Barroca disse ainda que nunca negociou com o gabinete de Sócrates a entrada do grupo Lena na Venezuela.

Joaquim Barroca explicou que a entrada do grupo naquele país começou em 2002/2003 através dos negócios no Brasil, e que posteriormente a CGD deu uma garantia de 100% a um negócio de mil milhões de euros para a construção de casas, reassegurado por mais 50% pelo grupo Cosec.

A deputada do BE também perguntou a Joaquim Barroca se conhecia Armando Vara, ex-administrador da CGD condenado por tráfico de influências, tendo o ex-administrador do grupo Lena respondido que não.

"Não conheço Armando Vara. Estive uma vez com ele", precisou Joaquim Barroca, acrescentando que o encontrou "num almoço ou jantar" não convocado por si, e que foi a "única" vez que o encontrou.

Questionado sobre se alguma vez fez alguma transferência para Armando Vara, o ex-administrador do grupo Lena indicou que devido ao processo Marquês se reservava ao direito de não responder à pergunta.

Apesar de ter dito anteriormente ao deputado do PCP Duarte Alves que não falava sobre Vale do Lobo, quando questionado por Mariana Mortágua sobre se conhecia o ex-presidente do empreendimento Diogo Gaspar Ferreira, Joaquim Barroca respondeu de forma idêntica.

"Falei com ele uma ou duas vezes, mas em contexto de comprar lotes [no empreendimento] não", esclareceu Joaquim Barroca, acrescentando que "nunca teria dinheiro para comprar nada em Vale do Lobo".

O arguido na operação Marquês admitiu, no entanto, que assinou "uma intenção de promessa" para comprar lotes, mas que não teve consequências nem implicou qualquer tipo de contrato ou garantia bancária associada.

Sobre o alegado pagamento de Jeroen van Dooren para uma conta na Suíça propriedade de Barroca, o ex-administrador invocou uma vez mais o processo Marquês para não se pronunciar sobre o assunto.

Joaquim Barroca disse ainda que Hélder Bataglia não é uma pessoa da sua confiança e que teve contas na Suíça até 2012.

Entre os 28 arguidos da operação Marquês estão Carlos Santos Silva, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava, Armando Vara, Bárbara Vara, Joaquim Barroca, Helder Bataglia, Rui Mão de Ferro e Gonçalo Ferreira, empresas do grupo Lena (Lena SGPS, LEC SGPS e LEC SA) e a sociedade Vale do Lobo Resort Turísticos de Luxo.

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