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"É útil um surto de imigração" que traga mão de obra para turismo

O presidente executivo das Pousadas de Portugal considera que seria útil "um surto de imigração" para colmatar a falta de mão de obra no setor, ao mesmo tempo que deixa em aberto uma eventual atualização salarial na empresa.

"É útil um surto de imigração" que traga mão de obra para turismo
Notícias ao Minuto

10:17 - 12/05/19 por Lusa

Economia Pousadas de Portugal

Em entrevista à Lusa, Luís Castanheira Lopes considerou - acompanhando a opinião do setor - que a falta de recursos humanos continua a ser um problema no turismo, nomeadamente quando se "continua a aumentar a oferta".

"Recursos humanos continuam a ser um problema. Olhamos para as nossas cidades, como Lisboa e Porto, e vemos a quantidade de hotéis que existem neste momento em Lisboa, por exemplo, e a quantidade que existia há 10 anos. Não estou a dizer que há muitos hotéis, estou a dizer que há muitos mais do que havia há 10 anos. Pelo país fora têm aumentado e os recursos humanos não têm acompanhado esse crescimento", afirmou o presidente executivo (CEO).

"Penso que precisamos de imigração. É útil que haja, que volte a haver, um surto de imigração que refresque a nossa população e acrescente mão-de-obra às nossas necessidade, quer para a hotelaria, quer para as outras atividades conexas com a hotelaria porque à volta há os restaurantes, há as lojas de conveniência, há os táxis, as ourivesarias, as lojas de jornais e, neste momento, há dificuldade em alcançar pessoas para esses postos", considerou Luís Castanheira Lopes.

Castanheira Lopes referiu ainda que há zonas em que este tipo de movimentos já veio ajudar bastante, dando como exemplo o regresso à Madeira de portugueses que estavam na Venezuela e que ingressaram no mercado de trabalho naquela ilha.

"Na Madeira nota-se isso, o regresso de venezuelanos e a ingressão diretamente no mercado. É bom para os dois lados", afirmou o presidente executivo.

Além da dificuldade na contratação de recursos humanos, problema muito comentado no setor, o presidente das Pousadas de Portugal enumera também a mudança e saída de trabalhadores até para o estrangeiro como um constrangimento à atividade.

"Há um fenómeno da globalização e os recursos humanos andam de um lado para o outro. Como acontece com os jogadores de futebol também acontece com os cozinheiros ou com os chefes de receção. Mesmo que seja [a saída] a nível internacional. Às vezes somos obrigados a lutar com mercados que pagam mais do que nós. Apesar de tudo, ainda acho que na estrutura superior conseguimos ser competitivos, onde acho que há maior dificuldade é nas estruturas intermédias, aqui temos muitas vezes dificuldade em contratar pessoas, principalmente nas zonas do Algarve e na Madeira, embora nesta esteja, então, um bocadinho melhor", explicou.

Já levado a comentar o facto da federação dos sindicatos de hotelaria (FESAHT) ter lamentado, em 22 de fevereiro, que o grupo não tivesse intenção de atualizar em 2019 os salários dos trabalhadores das Pousadas de Portugal, o CEO pede calma e deixa esse cenário em aberto.

"Nós estivemos a negociar com esse sindicato durante vários anos um novo Acordo de Empresa [AE]. O AE foi publicado em novembro de 2018 com uma nova tabela salarial e, por isso, o que dizemos é: não faz sentido que tendo entrado em vigor em novembro uma nova tabela salarial no dia 01 de janeiro já se esteja essa mesma tabela salarial. Ainda não houve maturidade. Calma. Com todo o respeito, não faz sentido esta posição do sindicato, temos relações corretas. Apresentaram uma nova proposta um mês e tal depois, não faz sentido estar já a rever esse acordo", disse.

Em fevereiro, a FESAHT apresentou ao grupo Pestana uma proposta de aumentos salariais para os trabalhadores das Pousadas de Portugal de 4%, no mínimo 40 euros, e 650 euros como valor mínimo na tabela salarial.

"Vamos dar algum tempo para analisarmos essa proposta e as posições que a empresa também tenha sobre essa matéria e depois então logo se vê", avançou agora Castanheira Lopes.

O responsável lembrou ainda que a tabela salarial antes da revisão "estava bastante acima do salário mínimo" e que "depois de uma decisão do Grupo Pestana, geral ao grupo, as categorias de baixo ainda subiram todas".

"Ninguém no Grupo recebe menos de 630 euros. Isto antes de qualquer revisão. Por isso é que achamos que não faz sentido já revê-la. Logo se verá. Foi muito cedo a proposta", concluiu.

As Pousadas de Portugal têm atualmente cerca de 700 colaboradores.

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