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Moeda e bolsa da China afundam após Trump anunciar mais taxas sobre bens

A moeda chinesa caiu hoje para o nível mais baixo, desde janeiro passado, face ao dólar, enquanto a bolsa de Xangai desvalorizou 6,4%, após Washington ter anunciado um aumento das taxas alfandegárias sobre bens importados da China.

Moeda e bolsa da China afundam após Trump anunciar mais taxas sobre bens
Notícias ao Minuto

08:12 - 06/05/19 por Lusa

Economia Xangai

Um dólar norte-americano valia hoje 6,8 yuan, após a moeda chinesa ter caído 1,3%, face à possibilidade de as negociações entre Washington e Pequim, visando resolver uma guerra comercial que espoletou no verão passado, terem falhado.

A bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, afundou 6,4%.

O yuan não é inteiramente convertível, sendo que a sua cotação pode variar, no máximo, dois por cento por dia face a um pacote de moedas internacionais.

O Banco do Povo Chinês (banco central do país) pode comprar ou vender moeda - ou pedir aos bancos comerciais do país que o façam - controlando assim a oscilação do valor da moeda.

Os governos das duas maiores economias do mundo impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.

Em causa está a política de Pequim para o setor tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

As negociações decorriam desde que, em dezembro passado, Washington e Pequim acordaram um período de tréguas, que foi entretanto prolongado, visando chegar a um acordo.

No entanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, no domingo, que os EUA vão aumentar, na sexta-feira, de 10% para 25% as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares (178,4 mil milhões de euros) de bens oriundos da China.

"Durante 10 meses a China pagou taxas alfandegárias aos Estados Unidos de 25% sobre 50 mil milhões de dólares [44,6 mil milhões de euros] de [bens] tecnológicos, e 10% sobre 200 mil milhões de dólares de outros bens", escreveu Trump no Twitter.

"Os 10% vão ser aumentados para 25% na sexta-feira", acrescentou.

O anuncio surgiu quando o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, se preparava para viajar para Washington para continuar as negociações.

Segundo o The Wall Street Journal, Pequim terá cancelado a ida de Liu.

As autoridades e a imprensa oficial chinesa não fizeram, até à data, qualquer referência ao anuncio de Trump.

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