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Inquérito: Não gostava de negar que houve erros, diz Santos Ferreira

O ex-presidente da CGD admitiu hoje que houve erros durante a sua liderança do banco público, na comissão parlamentar de inquérito, e disse que não gostava que passasse a mensagem de que descartava qualquer responsabilidade.

Inquérito: Não gostava de negar que houve erros, diz Santos Ferreira

Ao longo da audição que já leva mais de quatro horas na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santos Ferreira por várias vezes falou do eclodir da crise como um acontecimento inesperado que levou a perdas em créditos concedidos e citou análises da Goldman Sachs positivas para a economia pouco antes do romper da crise para justificar que pouco o fazia prever.

Perante a conclusão da deputada do PS Constança Urbano de Sousa de que atribuía o que aconteceu na CGD sobretudo a acontecimentos inesperados, o presidente da CGD entre 2005 e 2008 interrompeu para dizer que não negava a existência de erros na sua gestão do banco público.

"Não nego, também houve erros. Não gostava de negar que houve erros, era um período de euforia, tudo a correr bem e de um momento para o outro tudo desapareceu", afirmou.

"Podíamos ser mais cautelosos? Se calhar podíamos", acrescentou.

Na intervenção inicial na Comissão de Inquérito à CGD, Santos Ferreira considerou "factualmente infeliz" o relatório da EY que motivou a criação da atual comissão de inquérito e afirmou que todas as decisões tomadas quando liderava o banco cumpriram as normas existentes.

O gestor afirmou que muitos dos créditos com elevadas perdas foram concedidos em 2007, quando era presidente da CGD, mas considerou que "seria quase impossível que assim não fosse face à crise que se seguiu".

Carlos Santos Ferreira elogiou ainda os lucros que a CGD apresentou quando era seu presidente e destacou que os resultados antes de impostos e interesses minoritários atingiram 2.064 milhões de euros em 2006 e 2007, referindo que mesmo que se deduza a esse valor todas as imparidades dos créditos concedidos em 2006 e 2007 que constam dos 25 mais problemáticos referidos no relatório da EY que "mesmo assim seriam de 1.300 milhões de euros".

"E se quiserem deduzir as imparidades de todos créditos concedidos neste período mesmo assim os resultados da Caixa rondariam os 900 milhões de euros", acrescentou.

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