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Moody's: Fim da oferta pública não altera perfil de crédito da elétrica

A Moody's considerou hoje que o fim da oferta pública de aquisição (OPA) da China Three Gorges (CTG) à EDP não altera o perfil de crédito da elétrica, que continuará a ter o grupo como "investidor estratégico de longo prazo".

Moody's: Fim da oferta pública não altera perfil de crédito da elétrica
Notícias ao Minuto

15:47 - 25/04/19 por Lusa

Economia EDP

"O provável fim da oferta de compra da CTG não altera a nossa avaliação do perfil de crédito [da EDP]", considera o vice-presidente senior da Moody's Paul Marty, num comentário à decisão tomada pelos acionistas na quarta-feira em assembleia-geral de chumbar uma das condições indepensáveis à continuidade da oferta.

Na mesma nota, o responsável da Moody's destaca que "com a CTG a confirmar que continuará a ser um investidor estratégico de longo prazo, independentemente do resultado da oferta, a EDP continuará a beneficiar da participação de 23,3% da CTG, que se mostrou favorável no passado", permitindo a aquisição de participações minoritárias nos projetos renováveis da EDP.

Os acionistas da EDP chumbaram na quarta-feira a alteração dos estatutos para acabar com a limitação dos direitos de voto a 25% do capital, pondo fim à OPA da CTG quase um ano depois de ter sido lançada.

A proposta de desblindagem dos estatutos, que prevê acabar com a limitação dos direitos de voto a 25% do capital, foi chumbada com 56,60% do capital representado.

A introdução deste ponto na assembleia anual de acionistas foi proposta pelo fundo Elliott, que contestava a oferta sobre a EDP, e previa que, se a deliberação não obtivesse uma maioria qualificada de dois terços dos acionistas presentes na assembleia-geral anual, o limite de voto permanecesse em vigor.

Entretanto, na segunda-feira, a própria CTG veio esclarecer que se mantinham em vigor todas as condições da OPA, incluindo a desblindagem de estatutos, pelo que com o chumbo desta alteração dos estatutos, a operação não avança.

A OPA feita à EDP pela CTG, empresa estatal chinesa que já detém 23,27% da elétrica portuguesa, foi anunciada em maio de 2018 e previa uma contrapartida de 3,26 euros por ação, valor considerado baixo pela comissão executiva, liderada por António Mexia.

Na conferência de imprensa, no final da reunião de acionistas, António Mexia recusou comentar as votações relativas ao ponto que travou a oferta da CTG, realçando que "o voto é secreto".

"Acho que era claro quem era a favor da desblindagem [dos estatutos]. O voto é secreto", declarou, adiantando que "quem queria defender a sua posição defendeu e os resultados são claros", uma vez que a proposta precisava de ter 66% dos votos a favor.

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