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Desaceleração económica? "Talvez seja menos temporária do que pensávamos"

Centeno acredita que a recuperação económica da Zona Euro se vai iniciar já na segunda metade do ano. Sobre a economia portuguesa, o ministro das Finanças diz que não acredita em milagres e atribui o mérito aos portugueses.

Desaceleração económica? "Talvez seja menos temporária do que pensávamos"

O presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças português, Mário Centeno, admite que a desaceleração económica que está em curso talvez dure mais do que o previsto, mas salienta que a mesma está relacionada com riscos políticos  e que nada tem a ver com os fundamentos económicos. 

"É verdade que há uma desaceleração em curso na Europa e talvez seja menos temporária do que o previsto. Mas isso tem a ver com riscos políticos. Insisto que os fundamentos da economia europeia são sólidos", disse Centeno, em entrevista ao jornal espanhol Expansión.

Por isso, adianta que estimativas apontam para uma recuperação já na segunda metade do ano. "A incerteza cresce quando não são tomadas decisões. Em comparação com há seis meses, estamos mais perto de um acordo entre os EUA e a China e há menos hipóteses de um Bexit duro", disse o presidente do Eurogrupo.

Centeno considera que a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) é "uma pena, mas é uma decisão soberana do povo britânico" e vai implicar mudanças para todos. Por isso, "é um capítulo que deve ser fechado o mais depressa possível". 

Sobre as eleições europeias, que decorrem no próximo mês, Centeno diz que é necessário "liderança e ambição", até porque é necessário "consciencializar os cidadãos" sobre o que a Europa está e pode fazer por eles. 

Questionado precisamente sobre este facto, Centeno apontou os mais de 10 milhões de empregos que foram criados na Europa nos últimos "cinco anos de crescimento na Zona Euro. Este crescimento sobreviveu a ciclos económicos e mudanças políticas, o que é um sinal da maturidade da democracia. Portugal e Espanha são exemplos disso", apontou o ministro das Finanças português. 

E em Portugal, há milagres?

A recuperação da economia portuguesa, no decorrer dos últimos anos, tem dado que falar, mas Mário Centeno diz que não costuma acreditar em milagres e atribui o mérito ao esforço dos portugueses.

"Eu não costumo acreditar em milagres. A recuperação de Portugal tem a ver com o esforço e a paciência dos cidadãos" e, ainda, com a prudência na utilização a margem de manobra ganha com a saída do resgate, concluiu, em declarações ao mesmo jornal. 

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