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CDS-PP lembra que apresentou propostas sobre pensões que foram chumbadas

O CDS-PP considerou hoje que "ou se aumenta a riqueza" produzida por menos pessoas em idade ativa, "ou se tem que alargar a idade da reforma", como defende um estudo conhecido hoje, recordando que apresentou propostas alternativas.

CDS-PP lembra que apresentou propostas sobre pensões que foram chumbadas
Notícias ao Minuto

12:51 - 12/04/19 por Lusa

Política Reformas

Em causa está um estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, hoje noticiado pela Lusa e por outros órgãos de comunicação social, no qual se propõe o aumento da idade da reforma para os 69 anos em 2025, a fim de tornar o sistema sustentável.

"A questão é que nós sabemos, com base naquilo que são os indicadores da natalidade, que, no futuro, cada vez vai haver menos pessoas a trabalhar para financiar um cada vez maior número de pessoas que vai beneficiar de pensões e angariar todo o apoio social que está dirigido às pessoas que não estão em idade ativa", disse o deputado Filipe Anacoreta Correia.

Numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, o centrista apontou que, como "cada vez há um menor número de pessoas em idade ativa", esse "número menor terá de criar riqueza, criar condições para que um número maior que está em idade não ativa, possa auferir pensões".

"E das duas uma, ou se aumenta a riqueza com esse menor número ou se tem que alargar a idade da reforma", frisou.

Filipe Anacoreta Correia recordou que "o CDS, desde a primeira hora, logo em 2016, apresentou propostas muito simples, muito concretas, muito direcionadas para esta questão".

O centrista elencou que o seu grupo parlamentar propôs "um contrato de transparência", que permitisse "dizer às pessoas que estão em idade ativa qual é a pensão a que terão direito, qual é a reforma a que terão direito quando, daqui a 10 anos, 20 anos, 30 anos, se reformarem".

"Em relação àquelas situações de todas aquelas pessoas que acharem que vão receber menos do que aquilo que precisam, o CDS tinha outra proposta, que era de acionar um sistema de capitalização público, de seguro voluntário, em que as pessoas podiam descontar mais dinheiro e eram obrigatoriamente acompanhadas das entidades patronais e, no caso dos funcionários públicos, pelo Estado, para que houvesse cada vez mais uma componente maior voluntária de aforro e de poupança", referiu.

Anacoreta Correia advogou que "o CDS fez aqui uma proposta muito concreta, dirigida a resolver um problema de reforma e de futuro".

"E a verdade é que nem para um problema tão simples e tão concreto tivemos a abertura desta maioria, por razões ideológicas fecha os olhos a problemas que são estruturais e com os quais nós nos confrontaremos no futuro", criticou.

Apontando que "a poupança é um dado que não pode ser retirado desta equação", o deputado defendeu ser necessário "ajudar as pessoas a planear o seu futuro para que amanhã, quando se reformarem, terem trabalhado numa solução que acondiciona as suas necessidades no futuro".

"Ora, uma proposta que é muito clara, que não tem nenhuma componente ideológica, foi chumbada por esta maioria de esquerda, em nome de quê? Em nome de recusar um problema que existe, de fechar os olhos à realidade e, sobretudo, fechar os olhos aos portugueses que amanhã estarão certamente confrontados com uma dessas decisões, e que os governos, inevitavelmente, tenderão a adiar por razões eleitorais", salientou.

Sobre o estudo, o deputado considerou ser "muito importante a sociedade civil fazer estes alertas, fazer estes estudos, porque o debate político muitas vezes está prisioneiro das agendas eleitorais, como é o caso deste ano".

"Quem tem responsabilidades, como é o caso do Governo e dos partidos que apoiam esta maioria, preferem olhar para um problema que é um problema estrutural, e que atravessa várias gerações, numa perspetiva que é meramente anual e muito presa da circunstância atual", declarou.

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