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Consumo mundial de vinho estagnou, mas em Portugal aumentou

O consumo mundial de vinho parou de crescer em 2018, nomeadamente devido à desaceleração económica na China e à incerteza associada ao Brexit, segundo estimativas da Organização Internacional do Vinho (OIV) hoje publicadas.

Consumo mundial de vinho estagnou, mas em Portugal aumentou
Notícias ao Minuto

14:41 - 11/04/19 por Lusa

Economia Organização

No ano passado, o planeta terá consumido cerca de 246 milhões de hectolitros de vinho, contra 246,7 milhões de hectolitros em 2017, segundo a OIV.

Ao contrário da tendência de manutenção na Europa, em Portugal o consumo terá aumentado 5,4% em 2018 para um total de 5,5 milhões de hectolitros.

Além de Portugal, o consumo de vinho também aumentou na Roménia, designadamente 8,7% para 4,5 milhões de hectolitros em 2018. Em sentido contrário, o consumo de vinho na Grécia e no Reino recuou 8,7% e 3,1% para 2,1 milhões de hectolitros e 12,3 milhões de hectolitros, respetivamente.

Nos restantes países da Europa, o consumo manteve-se quase inalterado em França (em 26,8 milhões de hectolitros, menos 0,7%), em Itália (em 22,4 milhões de hectolitros, menos 0,9%), na Alemanha (em 19,7 milhões de hectolitros, mais 1,3%) e em Espanha (em 10,7 milhões de hectolitros).

O consumo mundial de vinho "parece ter feito uma pausa no crescimento, influenciada principalmente pelo recuo do consumo na China e no Reino Unido", precisa a OIV num comunicado.

No ano passado, os Estados Unidos, maior consumidor de vinho desde 2011, continuou a registar um aumento da procura interna, para 33 milhões de hectolitros, ou seja, um crescimento de 1,1% face a 2017.

Na América do Sul, o consumo recuou num grande produtor de vinho como a Argentina (para 8,4 milhões de hectolitros, menos 6,3%).

Na China, onde o crescimento desacelerou, o consumo de vinho "recuou 6,6% em 2018 face a 2017 e atingiu 18 milhões de hectolitros", estima a OIV.

Contudo, a OIV avisa que estas estimativas não têm em conta em geral a situação dos stocks de vinho.

Em relação à oferta, a OIV refere que Espanha continuou a ser o maior exportador de vinho em volume no ano passado, com 20,9 milhões de hectolitros, com uma quota de cerca de 19,4% do mercado mundial.

Mas em valor, a França manteve-se o maior exportador mundial, com um volume de negócios de exportações de vinho de 9,3 mil milhões de euros, representativos de uma quota de 2,8% no mercado mundial.

Segundo a OIV, a quota do trio Espanha, França e Itália, que lidera o mercado mundial do vinho, terá recuado em 2018 para 50,7%, contra 55,1% em 2017.

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