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"O surf quebra a sazonalidade da oferta turística"

O diretor geral da Liga Mundial de Surf (WSL na sigla inglesa) para a Europa, África e Médio Oriente, Francisco Spínola, destaca a importância da modalidade para a criação de novos períodos turísticos em Portugal.

"O surf quebra a sazonalidade da oferta turística"
Notícias ao Minuto

09:40 - 07/04/19 por Lusa

Economia Francisco Spínola

"Os turistas que nós trazemos para os eventos de surf em Portugal vêm completamente fora de época. Nesta altura não é época alta, as zonas onde fazemos os eventos estão vazias, não vamos ocupar camas. Tudo o que vem é sempre 'on top' [a somar]. O surf é um desporto que quebra completamente a sazonalidade da oferta turística", afirmou o responsável português em entrevista à agência Lusa.

Os vários eventos da WSL que se vão disputar este ano em Portugal arrancam já na segunda-feira, com o início do período de espera do Pro Santa Cruz, prova de 3.000 pontos do circuito de qualificação (QS), que se estende até 13 de abril. Já o Junior Pro Espinho vai decorrer entre 10 e 14 de abril e, logo no dia seguinte, avança o Caparica Pro (3.000 pontos, QS), que conta com as provas masculina, feminina e júnior (15 a 20 de abril).

"Fizemos a mesma coisa para os juniores que fizemos para os seniores. Os miúdos vão a Espinho enquanto está a decorrer Santa Cruz e, depois, juntamos tudo na Caparica. Assim, conseguimos trazer o surf júnior e os QS durante um mês para Portugal", sublinhou Francisco Spínola.

Esta primeira fase dos eventos da WSL em Portugal coincide com um período que habitualmente é marcado por boas condições para a prática da modalidade, tal como a segunda época de competições internacionais em solo português, que se inicia nos Açores com uma prova de 6.000 pontos (17 a 22 de setembro) e se estende para a Ericeira, que vai receber uma prova da categoria máxima (10.000 pontos) do QS.

Estes dois eventos QS, dada a sua elevada pontuação e proximidade em termos de calendário, prometem atrair a elite mundial para Portugal. Cerca de um mês depois, realiza-se a prova rainha em Portugal, em Peniche, uma das 11 paragens do circuito mundial (CT), que vai decorrer entre 16 e 28 de outubro, e que este ano, além dos homens, também vai contar com a prova das melhores surfistas do mundo.

Isto sem esquecer a competição de ondas gigantes na Nazaré, que tem um período de espera muito mais alargado devido à imprevisibilidade das condições do mar (01 de outubro de 2019 a 31 de março de 2020), mas cujo espetáculo oferecido na Praia do Norte tem motivado nos últimos anos uma forte dinamização da economia local, com turistas de todo o mundo à procura das 'montanhas de água' que têm proporcionado aos mais corajosos conquistar recordes do mundo no masculino e no feminino.

"A altura boa do surf é a altura baixa do turismo. O surfista vem atrás das ondas e as ondas portuguesas são de excelência. Sobretudo, a nível europeu, não têm concorrência. E é isso que o surf dá a Portugal e ao nosso turismo, uma vantagem competitiva não copiável. E temos surf de norte a sul, bem como nas ilhas. Temos boas ondas em todo o lado e estamos cada vez mais no radar dos amantes de surf de todo o mundo", rematou o diretor geral da WSL.

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