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CGTP diz que empresas protelam acordos laborais à espera de legislação

O secretário-geral da CGTP afirmou hoje que há empresas a protelar eventuais acordos laborais na expectativa de que o PS, com PSD e CDS, aprove nova legislação de trabalho que reduza direitos e rendimentos dos trabalhadores.

CGTP diz que empresas protelam acordos laborais à espera de legislação

"Começa a ser evidente que há várias empresas que estão na expectativa relativamente à possibilidade de, com a alteração da legislação de trabalho, poderem avançar de uma forma mais significativa na redução de direitos e rendimentos dos trabalhadores", disse Arménio Carlos durante uma concentração de trabalhadores da fábrica de compressores Hanon Systems, de Palmela, no distrito de Setúbal.

"Só este exemplo [da Hanon Systems], e outros exemplos, eram suficientes para que o Governo retirasse a sua proposta [de alteração da legislação laboral] ou, em alternativa, para que os deputados do PS não se aliem ao PSD, ao CDS, assim como aos patrões", acrescentou.

Para Arménio Carlos, o que os deputados socialistas deveriam fazer era precisamente o contrário, isto é, juntarem-se aos parlamentares dos outros partidos de esquerda para rejeitarem a referida proposta de alteração das leis do trabalho que, no seu entender, "fomenta a precariedade, reduz os rendimentos, ataca a contratação coletiva e desregula os próprios horários de trabalho".

O secretário-geral da CGTP referiu ainda que, no dia 11 de abril, a central sindical vai fazer uma grande concentração em frente à Assembleia da República, em Lisboa, "para dizer que esta proposta de lei é errada, não tem em conta os direitos dos trabalhadores e, acima de tudo, põe em causa o próprio desenvolvimento do país".

Referindo-se à situação dos trabalhadores da Hanon Systems, que estão a fazer greves parciais desde o dia 18 de março, Arménio Carlos considerou que a empresa está "a jogar no desgaste" que as ações de luta provocam, mas advertiu que os trabalhadores estão unidos e "têm a força da razão".

Segundo o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, que também marcou presença na concentração junto à Hanon Systems, depois da "demonstração de força dos trabalhadores, com uma adesão às greves parciais na ordem dos 70%", a empresa viu-se na obrigação de subir a sua proposta de aumento salarial para um "mínimo de 25 euros para salários até 1.000 euros e de 2,5% nos salários superiores a 1.000 euros".

"Se podem dar aumentos salariais de 2,5% para salários superiores a 1.000 euros, também podem pagar um aumento mínimo de 50 euros, que é precisamente o que os trabalhadores exigem", acrescentou.

Luís Leitão garantiu que se, entretanto, não houver acordo, já estão previstas novas paralisações para o mês de maio, em horários a definir em reuniões plenárias de trabalhadores.

Os trabalhadores da Hanon Systems de Palmela iniciaram no dia 18 duas semanas de greves parciais por aumentos salariais, inclusão do tempo de refeição no período efetivo de trabalho e uniformização dos três turnos de trabalho, cada um com oito horas.

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