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Trabalhadores querem salários que reflitam crescimento na hotelaria

Meia centena de trabalhadores da hotelaria, turismo e restauração manifestaram-se hoje frente às associações patronais APHORT e AHRESP, no Porto, reclamando aumentos de 4% este ano, num mínimo de 40 euros, e um salário mínimo de 650 euros.

Trabalhadores querem salários que reflitam crescimento na hotelaria
Notícias ao Minuto

13:38 - 25/03/19 por Lusa

Economia APHORT e AHRESP

"Não obstante os excelentes resultados no crescimento das dormidas, da taxa de ocupação-cama líquida e dos proveitos, o setor do turismo paga salários muito baixos", sustentou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte em declarações aos jornalistas.

Segundo salientou Francisco Figueiredo, "o turismo tem vindo a aumentar há seis anos consecutivos, com índices de crescimento anual nunca vistos", tendo os preços dos serviços no setor subido "muito acima da média nacional", mas o facto é que "o setor vive uma situação social grave" devido aos altos índices de precariedade dos vínculos laborais, ao trabalho ilegal, clandestino e não declarado, aos horários desregulados, imprevisíveis e infindáveis de dez, 12 e 14 horas diárias e ao clima de impunidade geral existente, com a violação sistemática das normas da contratação coletiva em vigor e da lei".

"Os resultados de janeiro de 2019 confirmam a manutenção do crescimento, com o alojamento turístico a registar 1,3 milhões de hóspedes e três milhões de dormidas, correspondendo a variações de +7,2% e +4,7% (respetivamente) em relação em dezembro de 2018, a taxa líquida de ocupação-cama a aumentar 0,2% e os proveitos a acelerarem", refere ainda a federação numa moção aprovada pelos manifestantes.

Globalmente, acrescentou, o setor registou "um crescimento de 8,7% atingindo 162,7 milhões de euros, sendo que os proveitos de aposento cresceram 8,2%" e, na região Norte, "os resultados obtidos no alojamento estão acima da média nacional, com um crescimento nas dormidas de 10,5% face ao mesmo mês de 2018".

De acordo com o dirigente sindical, também o setor da restauração e bebidas "vive uma boa situação económica, devido ao aumento do turismo interno e externo, tendo ainda beneficiado enormemente com a redução da taxa de IVA de 23% para 13% em 2016".

Depois de a revisão salarial de 2018 dos trabalhadores do setor não ter reposto "a totalidade o poder de compra perdido no período em que o contrato esteve bloqueado, de 2011 a 2018", a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo (FESAHT) diz ter apresentado em outubro passado às associações patronais APHORT e AHRESP uma proposta de aumento de 4% para 2019, com um aumento mínimo de 40 euros e a fixação do salário mínimo do setor em 650 euros.

Atualmente, disse, os cerca de 70.000 mil trabalhadores do setor na região Norte auferem um salário médio de 630/640 euros.

Contudo, diz Francisco Figueiredo, desde então a Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo (APHORT) "não apresentou qualquer contraproposta e tem vindo a recusar dar início às negociações", tendo só hoje de manhã manifestado disponibilidade para agendar uma reunião negocial, em data ainda a indicar.

Já com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) "as negociações estão praticamente paradas na restauração e cantinas e, no alojamento, nem sequer tiveram início".

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