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Crescimento da TAP depende da conclusão de obras na Portela

O presidente da Comissão Executiva da TAP SGPS defendeu hoje que o crescimento do grupo pode ser comprometido se as obras no aeroporto da Portela, cujo início está previsto para o segundo semestre, não estiverem concluídas até 2021.

Crescimento da TAP depende da conclusão de obras na Portela

"Se não houver investimento em infraestruturas, só conseguimos crescer este ano e no próximo. A partir de 2021, o investimento da TAP está comprometido, se as obras não estiveram concluídas", disse Antonoaldo Neves, que falava aos jornalistas, em Lisboa, após a apresentação de resultados da empresa.

De acordo com o responsável, a TAP, em conjunto com o Governo, a ANA -- Aeroportos de Portugal e a Navegação Aérea de Portugal (NAV), desenvolveu um trabalho "para construir consenso" ao redor dos investimentos mais importantes no aeroporto de Lisboa.

Em causa estão, sobretudo, as saídas rápidas e os estacionamentos para os aviões.

"Não há estacionamentos em Lisboa. Estamos com dificuldades operacionais incríveis. Há dias em que não conseguimos tirar os aviões do hangar porque não temos espaço nos estacionamentos", afirmou Antonoaldo Neves.

Para o presidente da Comissão Executiva da TAP SGPS, "é importantíssimo começar a obra e o fecho de pista", de modo na que sejam também construídas portas de embarque, para que as ligações entre voos sejam viáveis.

"Estimamos que as obras, associadas ao investimento e à navegação aérea, vão melhorar a pontualidade da TAP em 20 pontos percentuais. Estimamos também que, a partir de 2020, a TAP pode continuar a crescer entre um milhão de clientes e um milhão e meio, por ano", anunciou.

Durante a sua intervenção, o responsável da TAP SGPS sublinhou também que o grupo investiu no 'contact center' (centro de atendimento), de modo a melhorar o tempo de espera das chamadas.

De acordo com os dados disponibilizados, em 2017, a companhia recebeu menos de um milhão de chamadas, sendo que mais de um terço não foram atendidas.

Atualmente, a empresa recebe 2,5 milhões de chamadas e atende 84% destas.

Já para 2019, o objetivo é responder a 90% dos contactos dos clientes, que "é o mínimo a que uma companhia aérea pode aspirar".

Segundo Antonoaldo Neves, o investimento na redução do tempo de espera e o aumento das chamadas atendidas "é fundamental" para o bom atendimento dos clientes.

"Investimos muito em reafirmar a portugalidade da TAP [...] e em melhorar o nosso serviço, [pois] as nossas refeições eram muito mal avaliadas pelos nossos clientes em médio curso", acrescentou.

O grupo TAP registou, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, foi hoje anunciado.

A receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

"O ano de 2018 foi difícil para a TAP, quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto", indicou, por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho.

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