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Lisboa quer aumentar de 25% para 35% quota do transporte público

O presidente da Área Metropolitana de Lisboa (AML) assumiu hoje como objetivo coletivo "recuperar o atraso das duas últimas décadas" em matéria de mobilidade, pretendendo, nos próximos dez anos, aumentar a quota do transporte público de 25% para 35%.

Lisboa quer aumentar de 25% para 35% quota do transporte público
Notícias ao Minuto

12:12 - 18/03/19 por Lusa

Economia Transportes

Na cerimónia pública de assinatura dos contratos para os novos tarifários de transportes na AML, em que se inclui a criação do passe único nos 18 concelhos da AML, Fernando Medina destacou a missão de aumentar a quota da mobilidade realizada por transporte público durante a próxima década, "o que significará um aumento de 40%, mais de 200 mil pessoas ou mais 500 mil viagens diárias em transporte público".

"Que os próximos dez anos nos permitam recuperar duas décadas de viagem em sentido contrário", avançou o presidente da AML, referindo que, ao longo de três décadas, o transporte público perdeu "quase metade" em termos de mobilidade e "o automóvel cresceu, sistematicamente, década após década, incluindo na última, em mais de 35 pontos percentuais".

Neste sentido, a AML definiu três pilares para "centrar a mobilidade no transporte público de qualidade", designadamente a simplificação e redução dos tarifários, o reforço e qualificação da oferta, e a integração e passagem para a área metropolitana da gestão e da autoridade de todos os meios de transporte a nível suburbano.

Sobre os novos tarifários de transportes na AML, Fernando Medina explicou que a medida resulta da constatação de que a área metropolitana está, em matéria de mobilidade, "numa trajetória de clara insustentabilidade".

"Ao longo das últimas décadas, o que tem acontecido na AML é que temos, sistematicamente, aumentado a dependência do transporte individual e reduzido o peso do transporte público", reforçou o presidente da AML e da Câmara Municipal de Lisboa.

Assim, a criação do passe único, que terminará com as centenas de títulos combinados que existem atualmente para a utilização dos transportes coletivos, faz com que hoje seja "um dia especial para todos e, porventura, um dia singular para todos aqueles que exercem funções públicas".

"É raro o dia em que temos a oportunidade de apresentar e de colocar à disposição da área metropolitana e do país uma das medidas com maior impacto do ponto de vista económico, social e ambiental e uma das medidas de maior transformação do nosso sistema de transportes", avançou Fernando Medina.

Classificando de "revolucionária" a medida dos novos tarifários de transportes, o presidente da AML agradeceu o trabalho "árduo e intenso" de todas as empresas de transporte, assim como o contributo dos membros do Governo, em especial do primeiro-ministro, António Costa.

"Uma medida desta natureza não seria possível sem a visão, sem o empenho, sem a vontade, sem a convicção do primeiro-ministro", afirmou.

Em termos de vantagens do passe único metropolitano, Fernando Medina destacou o preço, que "é hoje um verdadeiro bloqueio e obstáculo" ao uso do transporte público, adiantando que "cerca de um terço das pessoas da AML estão abrangidas por tarifários superiores a 70 euros por mês", o que representa cerca de 900 mil pessoas.

O passe único vai ter apenas duas configurações: o Navegante Municipal, que custará 30 euros, permitindo viagens dentro de cada concelho, e o Navegante Metropolitano, que custará 40 euros, permitindo deslocações nos meios de transporte públicos em toda a área metropolitana.

Assim, existem utentes que vão beneficiar de uma redução superior ao valor do passe único, indicou o presidente da AML, dando como exemplo Sintra, em que o atual passe custa cerca de 90 euros e passará a custar 40 euros, o que representa uma "poupança de quase 50 euros por pessoa".

De acordo com Fernando Medina, além dos novos tarifários, haverá um reforço da oferta "para que cada cidadão tenha direito à mobilidade em transporte coletivo", bem como a criação da empresa TML - Transportes Metropolitanos de Lisboa até ao final de 2019.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara de Mafra, Joaquim Sardinha, disse que o impacto do passe único metropolitano "é muito significativo", nomeadamente os utentes que fazem viagens da Ericeira a Lisboa, que atualmente pagam 170 euros e vão passar a pagar 40 euros, prevendo um acréscimo de 28% de munícipes de Mafra a utilizarem os transportes públicos.

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