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Diferenças regionais contribuem para desigualdades salariais na China

Uma reforma de mercado incompleta, disparidades regionais e entre áreas rurais e urbanas são alguns dos fatores que contribuem para o grande nível de desigualdade salarial na China, defendeu hoje um economista chinês.

Diferenças regionais contribuem para desigualdades salariais na China
Notícias ao Minuto

17:21 - 14/03/19 por Lusa

Economia economista

Apesar de as desigualdades salariais na China terem diminuído nos últimos anos, as diferenças entre ricos e pobres continuam a ser muito grandes, até quando comparadas com economias como a norte-americana, disse hoje Li Shi, economista da Universidade de Pequim, que discursava na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

De acordo com o especialista, algumas políticas de redistribuição que foram levadas a cabo nos últimos anos têm levado a alguma diminuição do fosso entre rendimentos urbanos e rurais, mas a diferença entre as duas áreas continua a ser significativa.

Para além das desigualdades entre meio urbano e rural, registam-se também disparidades de rendimentos entre províncias e uma reforma de mercado que se mantém incompleta, notou, apontando para alguns monopólios que ainda existem, apesar da introdução da iniciativa privada na China há cerca de 40 anos.

De acordo com Li Shi, para além destes aspetos, face às mudanças de fundo na sociedade chinesa, com a passagem de uma economia baseada no setor primário (agricultura) para um foco na indústria e serviços, também se registaram aumentos das diferenças salariais devido às diferentes ocupações profissionais.

Para isso, apontou para o aumento dos salários em áreas como os serviços financeiros ou no desenvolvimento de tecnologias e computadores.

A educação também tem um papel importante nos rendimentos dos chineses, constatou, verificando que, quanto mais educação recebe, mais probabilidade terá de auferir um salário substancialmente maior.

No entanto, se a China é um país com grandes desigualdades salariais tal não se deve a os pobres ficarem mais pobres, como se verifica noutros países, "nomeadamente no Ocidente", referiu Li Shi.

No caso da China, "os ricos tornam-se mais ricos, mas os pobres não ficam mais pobres", disse, salientando a redução ao longo dos últimos 40 anos da taxa de pobreza extrema naquele país, apesar do aumento contínuo das desigualdades nos rendimentos.

Durante a conferência, o economista chinês alertou ainda que teorias convencionais poderão não se aplicar à história da desigualdade chinesa, visto ser um país com dinâmicas muito próprias e que, ao mesmo tempo que é uma economia em desenvolvimento, é também uma economia em transição.

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